POLICÍA NACIONAL - Arquivo
MADRID 11 out. (EUROPA PRESS) -
O Ministério do Interior se referiu às operações da Polícia Nacional que resultaram em 124 detenções por venda ilegal de nomeações de estrangeiros, enfatizando que está sendo realizado um trabalho "eficaz" e que, portanto, não considera necessário reforçar os mecanismos de prevenção.
É o que afirma uma resposta parlamentar, à qual a Europa Press teve acesso, na qual Sumar - um parceiro do governo de Pedro Sánchez - perguntou sobre a atividade ilegal de grupos dedicados a acumular nomeações para venda posterior.
O departamento chefiado por Fernando Grande-Marlaska lembrou que o Comissariado Geral de Estrangeiros e Fronteiras realizou ações que já facilitaram a identificação e a punição de indivíduos ou redes criminosas que buscam lucrar com a venda de nomeações.
OPERAÇÕES EM CÁCERES E VALÊNCIA
Nesse sentido, o Interior explicou que essas ações resultaram na prisão de até 124 pessoas relacionadas a diferentes grupos dedicados a essa modalidade criminosa, como resultado de duas operações realizadas em Cáceres e outras duas em Valência.
"Portanto, nessa questão, a Polícia Nacional está agindo efetivamente por sua própria iniciativa, sem considerar necessário estabelecer mecanismos diferentes daqueles que já estão sendo aplicados", acrescenta o Ministério em resposta a Sumar.
O Ministério do Interior detalhou outras medidas já em vigor, como o uso de um certificado digital ou um sistema de identificação por vídeo para autenticar a identidade, "garantindo que a pessoa que solicita o agendamento é realmente o cidadão".
DISPONIBILIDADE DE AGENDAMENTOS "PERFEITAMENTE VIÁVEIS
Ele também destacou o trabalho da Unidade Central de Imigração Ilegal e Redes de Falsificação Documental (UCRIF) contra as máfias dedicadas a essa atividade e o uso de sistemas alternativos de agendamento - por telefone, e-mail ou por meio de ONGs -, bem como o "reforço e otimização das unidades de imigração".
Todas essas medidas levam o Ministério do Interior a sustentar que a disponibilidade de agendamentos por telefone é "perfeitamente viável e operacional para muitas Brigadas Provinciais", enquanto outras - sem especificar quais ou quantas -, dependendo da demanda, usam outros canais, como e-mail, pessoalmente ou por meio de ONGs.
Por fim, o Ministério enfatizou que há coordenação nesse campo entre o Comissariado Geral de Estrangeiros e Fronteiras e a Casa da Moeda Nacional, bem como com a Secretaria Geral de Administração Digital do Ministério da Transformação Digital e Função Pública.
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