Publicado 27/08/2026 08:40

O Ministério do Interior reforça o sistema de triagem em Ceuta para “agilizar” os processos de asilo dos migrantes ou as repatições

Em um CATE provisório que está sendo instalado em alguns galpões do Parque Industrial de El Tarajal

Migrantes aguardam em uma fila, em 24 de agosto de 2026, em Ceuta (Espanha). A ONG Accem está atendendo, neste momento, 1.100 migrantes no centro de acolhimento temporário de Loma Margarita, em Ceuta, um espaço administrado pela entidade e que conta com s
Marcos Moreno - Europa Press

MADRID, 27 ago. (EUROPA PRESS) -

O Ministério do Interior reforçou o dispositivo encarregado de realizar a triagem dos migrantes que permanecem em Ceuta com a abertura de novas frentes de trabalho policial no Centro de Acolhimento Temporário de Estrangeiros (CATE) provisório, com o objetivo de “agilizar” os trâmites que permitam administrar os pedidos de asilo ou as repatriações.

A triagem é “obrigatória e prévia” a qualquer procedimento administrativo, seja expulsão, repatriação, proteção internacional, proteção de menores ou de vítimas de tráfico de pessoas, conforme detalhou o Ministério do Interior em um comunicado.

O Ministério do Interior explicou que a Polícia Nacional, que já realiza tarefas de identificação e registro de migrantes na Comandância Superior de Ceuta e no posto de fronteira, conta, a partir desta quinta-feira, com oito novas linhas de trabalho no CATE provisório que está sendo instalado em alguns galpões do Parque Industrial de El Tarajal.

Além disso, nesta quinta-feira, chegou a Ceuta uma equipe de onze membros da Direção Geral de Proteção Internacional do ministério, que reforçará as equipes que, juntamente com a Polícia Nacional, formalizam e tramitam as primeiras fases dos processos de solicitação de asilo.

CATE CONCLUÍDO EM 4 DE SETEMBRO

Nas oito linhas de trabalho atuam membros das unidades de Imigração e Fronteiras, Polícia Científica e Segurança Cidadã, que contam com equipamentos de informática, impressoras, pontos de rede ADSL e “todos os meios técnicos” necessários para realizar as tarefas de identificação e registro dos migrantes.

O CATE estará concluído no próximo dia 4 de setembro, momento em que essas oito linhas de trabalho passarão a ser 14, que se somarão às quatro que já operam na Comandância Superior da Polícia e às seis instaladas no posto de fronteira.

Por sua vez, nesta quinta-feira chegou a Ceuta uma equipe de onze membros da Direção-Geral de Proteção Internacional do ministério, que reforçará as equipes que, juntamente com a Polícia Nacional, formalizam e processam os pedidos de asilo apresentados por alguns migrantes durante a triagem a que são submetidos.

Essa equipe participará das entrevistas realizadas com aqueles que solicitam proteção internacional, especialmente quando se trata de menores em situação de desamparo, mulheres e meninas, bem como de pessoas que possam se encontrar em alguma situação de vulnerabilidade.

Essa equipe realizará as entrevistas em dois formatos: presencialmente, no período da manhã e da tarde, e também dará andamento aos processos de pessoas que foram entrevistadas em dias anteriores.

As entrevistas também poderão ser realizadas por videoconferência, paralelamente às entrevistas presenciais; para isso, a equipe destacada em Ceuta se coordenará com a Polícia Nacional para contar com o apoio de pessoal localizado na sede da Direção-Geral, em Madri.

TRIAGEM COM EXAME MÉDICO

Conforme destacado pelo Ministério do Interior, a realização da triagem é “obrigatória e prévia a qualquer procedimento administrativo, seja ele expulsão, repatriação, proteção internacional, proteção de menores ou de vítimas de tráfico de pessoas”.

A triagem consiste em um exame médico, realizado pela Cruz Vermelha; uma avaliação de vulnerabilidade de menores, gestantes, idosos, pessoas com deficiência ou transtornos mentais, tarefa realizada pelos serviços médicos da Polícia Nacional; identificação e coleta de dados biométricos; registro de dados como fotografia, impressões digitais e digitalização de documentos; e registro em um banco de dados policial.

O CATE que está sendo instalado no Parque Industrial de El Tarajal conta com uma área útil de 856 metros quadrados destinada a escritórios de uso policial, que também abrigará uma área multifuncional com refeitório e uma área destinada ao acolhimento de famílias.

No próximo dia 4 de setembro, após a conclusão das obras de adaptação, o local também contará com um galpão de 1.179 metros quadrados para uso habitacional, com capacidade para 400 vagas, equipado com banheiros e chuveiros de uso exclusivo dos migrantes, conforme detalhado pelo Ministério do Interior.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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