Iván Zambrano / Europa Press
MADRID 4 ago. (EUROPA PRESS) -
O ministro do Interior, Fernando Grande Marlaska, estimou nesta terça-feira que a entrada em massa de migrantes em Ceuta, na última quinta-feira, totalizou 72.000 pessoas e que, segundo seus cálculos, cerca de 70.000 já deixaram a cidade autônoma.
Ele fez essa declaração em uma coletiva de imprensa após a reunião dos ministros responsáveis pela área na UE para tratar dessa emergência migratória, deixando entrever que cerca de 2.000 pessoas que cruzaram a fronteira entre Marrocos e a Espanha ainda não partiram.
No entanto, a segunda vice-presidente de Ceuta, Kissy Chandiramani, eleva essa estimativa ao afirmar que na cidade autônoma há entre 3.000 e 5.000 pessoas “ainda vagando pelas ruas”.
O número de migrantes que entraram em Ceuta divulgado por Marlaska é superior ao divulgado na última sexta-feira, quando se estimava que cerca de 50.000 pessoas tivessem entrado.
Naquela mesma manhã de sexta-feira, o site do Departamento de Segurança Nacional, que faz parte do Gabinete da Presidência do Governo, publicou uma mensagem na qual indicava que cerca de 49.000 pessoas haviam entrado em Ceuta em um único dia. Essa publicação, que posteriormente foi removida, resultou na demissão de uma funcionária responsável pelo site desse órgão.
De Ceuta, o presidente da cidade autônoma, Juan Jesús Vivas, afirmou na segunda-feira que até 80.000 pessoas poderiam ter entrado na cidade autônoma, embora nesta terça-feira o porta-voz de seu governo, Alejandro Ramírez, tenha reduzido essa estimativa para cerca de 75.000 migrantes, número ainda acima do divulgado pelo Ministério do Interior.
MARROCOS CONFIRMA 11 MORTOS
Quanto ao número de mortos na tentativa de entrada ilegal na Espanha, a Delegação do Governo em Ceuta confirmou nesta terça-feira a descoberta, desde segunda-feira, de três novos corpos relacionados à entrada em massa sofrida pela cidade, elevando o total para 75 mortos durante esta crise.
A esse número devem ser somados os 11 mortos reconhecidos no último domingo pelo Governo de Marrocos em suas águas territoriais.
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