Publicado 05/06/2026 07:43

O Ministério do Interior entra em fase crítica neste sábado devido à visita do Papa, "o maior dispositivo de segurança já planejado"

Centro de Comando do Ministério do Interior no Complexo Policial de Canillas (Madri), criado para a visita do Papa à Espanha
MINISTERIO DEL INTERIOR

MADRID 5 jun. (EUROPA PRESS) -

O Ministério do Interior ativará a fase crítica a partir da meia-noite deste sábado do plano de segurança para a visita do Papa à Espanha, “o maior contingente policial já mobilizado”, para o qual a Polícia Nacional e a Guarda Civil mobilizaram mais de 15.000 agentes, aos quais se somam os Mossos d'Esquadra e a polícia das Canárias e as forças locais nas outras cidades que Leão XIV visitará.

O ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, presidiu nesta sexta-feira, a 24 horas da chegada do Papa a Madri, a ativação do Centro de Comando (CEMAN) no Complexo Policial de Canillas (Madri), o órgão que realizará o acompanhamento e a coordenação permanente desse dispositivo durante a estadia do pontífice e sua comitiva em Madri.

“Para que vocês tenham uma ideia da dimensão do evento, na vigília na Praça de Lima, em Madri, são esperadas mais de 400 mil pessoas, e na missa de domingo em Cibeles estima-se a presença de mais de um milhão de pessoas”, destacou Marlaska.

Será à meia-noite deste sábado que será ativada a fase crítica do Plano Especial de Segurança elaborado para garantir o normal desenrolar da visita que o Papa Leão XIV realizará à Espanha até o próximo dia 12 de junho. O objetivo é proteger as áreas da visita, bem como os locais de hospedagem, as rotas de deslocamento utilizadas, as instalações de emergência e as infraestruturas críticas.

A fase crítica do plano especial de segurança foi adaptada aos diferentes territórios que serão visitados por Leão XIV: a sede de Madri, das 00h00 do dia 6 às 13h30 do dia 9 de junho; a sede de Barcelona, das 07h00 do dia 9 às 08h00 do dia 11 de junho; e a sede nas Ilhas Canárias, das 00h00 do dia 11 de junho até que, no dia 12 de junho, o avião que transporta o Sumo Pontífice abandone o espaço aéreo espanhol.

Nesses três momentos, o plano especial de segurança estará em vigor no seu nível máximo de ativação, assim como os planos de autoproteção e emergências, tudo isso em coordenação com o Nível de Alerta do Plano de Prevenção, Proteção e Resposta Antiterrorista (atualmente, nível 4 reforçado), com o objetivo de garantir a segurança integral de toda a visita.

MOBILIZAÇÃO SEM PRECEDENTES

“O dispositivo concebido pelo Plano Especial de Segurança para a visita papal representa um desdobramento policial sem precedentes, elaborado de acordo com o princípio de competência territorial e funcional previsto na legislação vigente”, destacou o Ministério do Interior.

Nessa perspectiva, a segurança imediata do Papa Leão XIV e de sua delegação durante toda a visita é de responsabilidade da Polícia Nacional, enquanto o restante dos dispositivos operacionais se distribui entre a Guarda Civil, os Mossos d'Esquadra e as polícias locais, bem como uma participação reduzida do Corpo Geral de Polícia das Canárias.

O dispositivo conta com mais de mil veículos terrestres e 16 aeronaves, aos quais se somam membros dos departamentos de Segurança da Casa Real e da Presidência do Governo, das Forças Armadas, dos Mossos d'Esquadra —que mobilizarão mais de 6.100 agentes—, do Corpo Geral de Polícia das Canárias e das polícias municipais das localidades visitadas pela comitiva papal.

O CEMAN, principal posto de comando ativado nesta sexta-feira sob a presidência de Marlaska, trabalhará em coordenação e comunicação constante com os órgãos e instituições de características semelhantes que entrarão em funcionamento nas sedes de Barcelona, Las Palmas e Santa Cruz de Tenerife.

Contam também com a participação de membros da Conferência Episcopal e da Navegação Aérea da Espanha (ENAIRE), entre outros organismos e instituições.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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