A. Pérez Meca - Europa Press
MADRID, 30 jul. (EUROPA PRESS) -
O Ministério do Interior, liderado por Fernando Grande Marlaska, atribuiu a crise migratória em Ceuta às “redes de tráfico de pessoas” que estão “utilizando” uma recente decisão do Supremo Tribunal que proíbe as chamadas “devoluções imediatas” de migrantes que chegam a nado às cidades autônomas.
Dessa forma, o Executivo utiliza o mesmo argumento que o Marrocos, que nesta quinta-feira atribuiu a entrada maciça de migrantes a “organizações criminosas”, segundo informaram à Europa Press fontes da embaixada marroquina em Madri.
“As redes de tráfico de pessoas estão se valendo de uma decisão judicial para fomentar o fluxo de migrantes sem documentos, em sua maioria jovens”, apontam fontes do Ministério do Interior.
Dessa forma, o governo faz referência a uma decisão da Suprema Corte de 8 de julho que proíbe a recusa na fronteira de migrantes que chegam a nado a Ceuta e Melilla e defende que as autoridades de Marrocos estão colaborando para conter as chegadas irregulares.
MARLASKA AGRADECE OS “ESFORÇOS” DE MARROCOS
Nesse sentido, afirmam que a colaboração com Marrocos é “exemplar” em todas as áreas, inclusive em matéria de migração, e Marlaska agradece às autoridades do país vizinho pelos “esforços” realizados nos últimos dias por suas forças de segurança, “que impediram milhares de tentativas de migração irregular”.
Além disso, garantem que ambos os países concordaram em reforçar a coordenação e os esforços para lidar com esses fluxos e se comprometeram a “revisar e implementar medidas para a repatriação, o mais rápido possível, de todas as pessoas que entraram ilegalmente” na cidade autônoma.
O ministro, que viajará nesta sexta-feira para Ceuta, tem permanecido “em contato permanente” com seu homólogo marroquino, Abdelouafi Laftit, segundo informam fontes de seu ministério.
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