Publicado 16/06/2026 12:31

O Ministério das Relações Exteriores de Israel desmente Smotrich e nega o cancelamento dos Acordos de Hebron

Archivo - Arquivo - 19 de abril de 2026, Sanur, Cisjordânia, Suíça: O ministro das Finanças de extrema direita de Israel, Bezalel Smotrich, é retratado entre colonos e seguranças ao final da cerimônia de reassentamento de Sa-Nur, ao sul de Jenin, na Cisjo
Europa Press/Contacto/Matteo Placucci - Arquivo

MADRID 16 jun. (EUROPA PRESS) -

O Ministério das Relações Exteriores de Israel desmentiu nesta terça-feira o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, e negou que o governo tenha cancelado os Acordos de Hebron, insistindo que foram adotadas uma série de mudanças relativas à comunidade judaica da cidade.

“Ao contrário do que afirmou o ministro das Finanças, o ‘Acordo de Hebron’ não foi cancelado”, indicou o Ministério das Relações Exteriores de Israel em um comunicado divulgado nas redes sociais.

“Há vários meses, o Gabinete de Segurança tomou uma decisão que se refere especificamente às competências em matéria de planejamento e construção relacionadas à comunidade judaica de Hebron e aos locais do patrimônio judaico ali localizados”, afirmou.

Nesse sentido, ressalta que essa decisão foi tomada após “anos de total ausência de cooperação” por parte da Prefeitura de Hebron nessas questões. “Além disso, nenhuma outra mudança foi realizada”, enfatizou.

Dessa forma, rejeita categoricamente o anúncio feito por Smotrich, uma das figuras mais radicais do governo de Benjamin Netanyahu, sobre o cancelamento dos Acordos de Hebron, assinados em 1997 no âmbito dos Acordos de Oslo, com o objetivo de retirar competências das autoridades palestinas nesta cidade da Cisjordânia, inclusive em matéria de planejamento e construção.

“Anulei os Acordos de Hebron”, afirmou Smotrich, antes de destacar que “isso significa que muitas competências sobre Hebron e seus locais sagrados, incluindo o Túmulo dos Patriarcas, não estão mais nas mãos da prefeitura terrorista de Hebron”.

“Elas voltam a ser de responsabilidade total do Estado de Israel”, destacou ele em uma mensagem nas redes sociais, na qual ressaltou que “isso é muito mais do que uma medida no âmbito do planejamento”. “É uma emenda histórica”, defendeu ele, antes de defender a “revolução” de “regular os assentamentos, reforçar a governança e aprofundar a soberania israelense na Judéia e Samaria”, referindo-se à Cisjordânia pelo seu nome bíblico.

A medida, agora negada, foi criticada pelas autoridades palestinas, cuja Presidência ressaltou que ela afeta o status político e jurídico de Hebron, enquanto o Ministério das Relações Exteriores palestino denunciou a “escalada perigosa” de Israel, ressaltando que essa medida representa um “ataque” contra o “status legal, histórico e político” da cidade.

A diplomacia palestina denunciou que, se essa medida não tiver consequências, “incentivará” Israel a “persistir em seus crimes, exporá a região à instabilidade e ameaçará a segurança e a paz na região”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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