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MADRID 7 abr. (EUROPA PRESS) -
O Ministério das Relações Exteriores da Palestina protestou na segunda-feira contra a Hungria pela visita do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu à capital, Budapeste, na semana passada, desafiando o mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI) contra ele por crimes de guerra na Faixa de Gaza.
"A retirada da Hungria do TPI não a isenta de suas responsabilidades de acordo com o Estatuto de Roma, em particular porque os crimes cometidos por Israel constituem uma violação do direito internacional", disse ele na mídia social.
O Ministério das Relações Exteriores da Palestina convocou o principal funcionário húngaro nos territórios palestinos, Diczházi Gábor, em protesto contra a visita, que "incentiva Israel, o ocupante ilegal, a continuar cometendo mais crimes de guerra e deslocamentos, pois isso constitui cumplicidade com o Estado ocupante".
O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, usou a visita de Netanyahu para anunciar sua futura saída do Estatuto de Roma, alegando que o TPI é um tribunal "político". "Nos últimos anos, ele não se baseia mais no estado de direito", disse ele.
O Estatuto de Roma prevê a possibilidade de um Estado membro denunciar o tratado, embora a retirada não tenha efeito até um ano após a notificação formal ao Secretário Geral da ONU - o país poderia até mesmo solicitar o adiamento da retirada para uma data posterior a um ano.
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