Alejandro Martínez Vélez - Europa Press
MADRID 8 abr. (EUROPA PRESS) -
O Ministério dos Negócios Estrangeiros, União Europeia e Cooperação convocou nesta quarta-feira a encarregada de negócios de Israel na Espanha, Dana Erlich, para protestar contra a “detenção injustificável” de um “capacete azul” espanhol destacado no âmbito da missão da ONU no Líbano (FINUL), segundo informaram fontes do departamento presidido por José Manuel Albares.
O Exército de Israel deteve nesta terça-feira um “capacete azul” de nacionalidade espanhola destacado no Líbano, mas o liberou “em menos de uma hora”, após a Espanha ter transmitido seu “mais veemente protesto” tanto à ONU quanto ao Estado de Israel, conforme revelou a ministra da Defesa, Margarita Robles.
A FINUL denunciou a detenção pelo Exército israelense após o bloqueio de um comboio logístico na terça-feira, embora não tenha detalhado a nacionalidade do “capacete azul” retido. Já nesta quarta-feira, Robles forneceu os detalhes sobre “o incidente” em declarações à imprensa durante uma visita à Embaixada do Líbano.
A ministra explicou que soldados espanhóis integravam um comboio logístico que pretendia levar alimentos e outros recursos ao contingente indonésio, mas foram detidos por uma patrulha israelense e um dos membros espanhóis da FINUL ficou detido “por um período de tempo”, que a própria missão estimou em “menos de uma hora”.
“Imediatamente, a Espanha apresentou o mais enérgico protesto tanto à ONU quanto ao Governo de Israel”, após o que o espanhol “foi libertado”, segundo a ministra. Robles enfatizou que a detenção foi uma violação do Direito Internacional “inaceitável”.
ESPANHA PEDE QUE SE APUREM AS RESPONSABILIDADES
A Espanha, que pediu que sejam apuradas as responsabilidades pertinentes, tem “a garantia” de que o responsável “será punido”, acrescentou a ministra da Defesa. Robles acrescentou que, de fato, aquele comboio já havia sofrido outro incidente pela manhã. “Ele havia sido impedido de prosseguir”, precisou.
Robles, que insistiu em pedir a Israel que cesse seus ataques à missão, lembrou a difícil situação das tropas destacadas no âmbito da FINUL, frequentemente confinadas em abrigos devido aos ataques trocados entre o Exército de Israel e o partido-milícia xiita Hezbollah. Apesar disso, a ministra da Defesa reiterou que a Espanha não propôs à ONU uma eventual retirada ou realocação de seu contingente naquele país.
“Não, não, de forma alguma, muito pelo contrário”, matizou. “A ONU sabe que a Espanha sempre estará apoiando, pois acredita firmemente na paz e na importância do papel que desempenha”, continuou ela, antes de expressar o “orgulho” pelos militares destacados no Líbano.
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