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MADRID 2 maio (EUROPA PRESS) -
O Ministério da Saúde de Portugal anunciou nesta quinta-feira que iniciou uma investigação sobre as circunstâncias da morte de uma mulher de 77 anos que estava em um ventilador e que se suspeita ter morrido como resultado do apagão que ocorreu na segunda-feira na Península Ibérica.
"Após tomar conhecimento, nesta quinta-feira, 1º de maio, de uma possível vítima do apagão de 28 de abril, a ministra da Saúde (Ana Paula Martins) decidiu solicitar uma auditoria à Inspeção Geral das Atividades em Saúde (IGAS) para o completo esclarecimento do caso", disse em comunicado divulgado pela agência Lusa.
O ministério disse que, de acordo com as informações fornecidas, a vítima era uma mulher de 77 anos "com várias doenças e que se encontrava em casa". O pedido de socorro ao 112 foi recebido às 15:52 e a viatura de emergência foi acionada cinco minutos após a triagem clínica, às 15:57.
No entanto, de acordo com os registros do computador, o veículo de emergência chegou às 16,28 horas (36 minutos após a chamada). "Ele estava em parada cardiorrespiratória. A equipe médica confirmou a morte", disse ele.
O caso veio a público durante o dia, depois que a estação de rádio portuguesa, RTP, transmitiu uma reportagem na qual a família da vítima explicou que ele morreu no dia do apagão, alegando que a morte se deveu à falta de energia. Ela também reclamou que as autoridades demoraram cerca de 40 minutos para chegar, quando a mulher já havia morrido na frente de seu filho.
No dia anterior, as autoridades portuguesas enfatizaram que o apagão massivo não havia deixado "nenhuma vítima", destacando que uma resposta "positiva e oportuna" havia sido dada. Elas também enfatizaram que o serviço de assistência nunca foi comprometido, embora tenham reconhecido que "houve dificuldades" para lidar com o grande número de ligações recebidas.
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