Publicado 12/04/2026 02:56

O Ministério da Saúde do Líbano eleva para mais de 2.000 o número de mortos pelos ataques de Israel

9 de abril de 2026, Beirute, Líbano: Equipes de resgate procuram pessoas desaparecidas no bairro de Tallet al-Khayat, em Beirute, um dia após um ataque aéreo israelense ter ocorrido sem aviso prévio. Pelo menos 303 pessoas morreram e cerca de 1.150 ficara
Europa Press/Contacto/Sally Hayden

MADRID 12 abr. (EUROPA PRESS) -

O Ministério da Saúde Pública do Líbano elevou para 2.020 o número total de mortos desde o último dia 2 de março, em consequência dos contínuos ataques das forças israelenses em solo libanês, no contexto do recrudescimento dos confrontos entre o Exército de Israel e o partido-milícia xiita Hezbollah.

O Ministério indicou ainda que o número de feridos também aumentou, chegando a 6.436 pessoas, de acordo com os dados do último relatório emitido pelo Centro de Operações de Emergência Sanitária sobre a evolução da agressão israelense contra o Líbano.

A Unidade de Riscos e Desastres precisou, em um comunicado, que, desse total, 97 pessoas faleceram nas últimas 24 horas, período em que outras 133 pessoas ficaram feridas.

Este balanço deve ser considerado preliminar, pois os serviços de emergência continuam avaliando os danos e devido à “grande quantidade de restos mortais, o que requer tempo para concluir os testes de DNA e confirmar a identidade das vítimas antes de se poder determinar o número final” das mesmas.

Nesse contexto, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou nesta quinta-feira que havia ordenado a manutenção de negociações diretas com Beirute para estabelecer relações pacíficas, mas insistiu que a trégua alcançada entre os Estados Unidos e o Irã nesta semana não se estenderia ao território libanês. Enquanto isso, as autoridades iranianas condicionavam o início das conversas com Washington em Islamabad, no Paquistão, à cessação dos ataques no Líbano, bem como ao levantamento das sanções por parte dos Estados Unidos.

Na madrugada de hoje, a delegação norte-americana, liderada pelo vice-presidente JD Vance, retirou-se das conversas com o Irã após mais de 20 horas de intensa rodada de negociações que terminou sem acordo e com a apresentação do que Washington descreveu como sua “oferta final” antes de deixar Islamabad. Essa situação não faz senão aumentar a incerteza no que diz respeito ao cessar-fogo entre Washington e Teerã, e suas possíveis consequências para a região.

“Deixamos muito claras quais são nossas linhas vermelhas, em quais aspectos estamos dispostos a ceder e em quais não. Deixamos isso tão claro quanto possível, e eles optaram por não aceitar nossas condições”, explicou Vance, que não revelou nenhum detalhe sobre os próximos passos dos Estados Unidos no âmbito do conflito iniciado em 28 de fevereiro, após uma ofensiva conjunta dos EUA e de Israel contra Teerã.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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