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SANTA CRUZ DE TENERIFE 27 jul. (EUROPA PRESS) -
O Boletim Oficial do Estado (BOE) publica nesta segunda-feira a resolução que dá início ao processo de declaração do silo de grãos do porto de Santa Cruz de Tenerife (Ilhas Canárias) como Bem de Interesse Cultural (BIC) na categoria de monumento.
O início desse processo representa a categoria máxima de proteção do patrimônio histórico espanhol, de acordo com a Lei 16/85, de 25 de junho.
Localizado na Autovía de San Andrés, no acesso ao cais leste do Porto de Santa Cruz, o silo está situado em terrenos de domínio público estadual e sua propriedade pertence à Autoridade Portuária de Santa Cruz de Tenerife, órgão público subordinado à Puertos del Estado.
O Ministério da Cultura, na qualidade de órgão competente na matéria, deu início aos trâmites após analisar os pedidos recebidos da Secretaria de Universidades, Ciência, Inovação e Cultura do Governo das Canárias, bem como da Ordem dos Arquitetos de Tenerife.
O silo de Santa Cruz de Tenerife foi projetado na década de 1950 e inaugurado em 1965, informa o ministério em um comunicado.
Funcionou como silo de trânsito até 1989 e é o único exemplo de silo de grãos do tipo “P” que se conserva atualmente na Espanha, após a demolição do silo de Málaga em 2006.
O silo mede mais de 30 metros de altura e tem grande destaque no entorno da cidade devido à sua estrutura volumétrica, altura e localização.
Ocupa uma área de 1.836,43 metros quadrados e é composto por duas estruturas principais: a torre de elevação, na qual se conservam, in situ, todas as máquinas originais, e um grande bloco de armazenamento composto por 65 células ou silos verticais, coroado por uma galeria horizontal de transporte e distribuição.
Além disso, o silo possui dois anexos, nos quais estão localizados escritórios, uma oficina e galpões industriais de armazenamento.
Trata-se, especificamente, de um edifício de estilo racionalista, integrado à Rede Nacional de Silos e Celeiros, um sistema de armazenamento de trigo no qual primam sua função, os jogos volumétricos e a ausência de ornamentos, e que se destaca por constituir um marco visual de primeira ordem na paisagem urbana de Santa Cruz de Tenerife, onde, além disso, faz parte de seu imaginário coletivo.
Assim, destaca o ministério, “o silo do Porto de Santa Cruz de Tenerife constitui um testemunho histórico fundamental para compreender uma parte de nossa história mais recente, a dos planos de autarquia e autoabastecimento iniciados no pós-guerra, sendo, dessa forma, um edifício de grande interesse para compreender uma época da história socioeconômica e da técnica industrial e agrícola da Espanha contemporânea”.
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