Gabriela Sardá Núñez - Europa Press
MADRID 21 ago. (EUROPA PRESS) -
A Associação Unificada dos Militares Espanhóis (AUME) exigiu nesta sexta-feira ao Ministério da Defesa uma compensação financeira para os militares destacados em Ceuta após a entrada em massa de imigrantes provenientes de Marrocos, semelhante à aprovada pela Diretoria Adjunta Operativa da Polícia Nacional para os agentes destacados na região.
Mais especificamente, a AUME solicita, para o pessoal militar designado para Ceuta de forma permanente ou após a crise decorrente da entrada em massa no final de julho, uma compensação financeira “equivalente” à dos policiais e alega que isso é uma questão de “justiça”, pois seu papel na defesa da integridade territorial, no controle de fronteiras e no apoio às instituições do Estado em Ceuta é “essencial”.
“Seu trabalho é realizado em condições de elevada exigência operacional, longe de suas unidades de origem em muitos casos e com o mesmo espírito de serviço que o restante dos corpos e forças de segurança”, acrescentou a associação militar em um comunicado.
Além disso, a associação exige que o ministério liderado por Margarita Robles “evite” qualquer tratamento diferenciado “injustificado” entre os diversos corpos que contribuíram para garantir a segurança e a ordem em Ceuta.
A AUME destacou que espera uma resposta “rápida e positiva” da ministra sobre esse assunto em sua audiência desta terça-feira perante a Comissão de Defesa do Congresso.
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