Publicado 20/08/2026 07:16

Militares atribuem os casos de sarna em Ceuta a “graves deficiências” na higienização das bases

A associação militar ATME se mostra “preocupada” com a versão do Ministério da Defesa, que descarta qualquer relação entre os casos e o contato com imigrantes

Dezenas de migrantes tentam cruzar para a Espanha vindos do Marrocos, em 31 de julho de 2026, em Ceuta (Espanha). Centenas de pessoas que entraram em Ceuta em massa nas últimas horas estão começando a retornar voluntariamente ao Marrocos pelo quebra-mar f
Marcos Moreno - Europa Press

MADRID, 20 ago. (EUROPA PRESS) -

A Associação de Tropas e Marinha Espanhola (ATME) criticou a versão do Exército de Terra sobre os casos de sarna entre militares destacados em Ceuta após a entrada em massa de imigrantes provenientes do Marrocos, que descarta a relação entre os casos e o contato com essas pessoas, e, consequentemente, os atribui a “graves deficiências na higienização” das bases.

O Exército de Terra estimou em 24 o número de militares infectados com sarna no Comando Geral de Ceuta, mas isentou os casos da chegada de imigrantes. Além disso, destacou que dois dos afetados já estavam contaminados antes da chegada em massa. Nesse sentido, lembrou que a sarna é uma infecção “comum” em áreas de alta umidade, como é o caso da cidade autônoma.

Em um comunicado, a ATME critica a explicação oferecida pelo Exército de Terra e afirma que a situação é “ainda mais preocupante”, pois “significa passar de um caso isolado para a possibilidade de casos recorrentes em Ceuta”. Para a associação militar, isso “aponta diretamente para graves deficiências na higienização das bases e das áreas de exercícios e manobras”.

Além disso, alertou que “explicar que os casos de uma doença contagiosa como a sarna não decorrem da situação atual não constitui uma resposta ao problema”. “Pelo contrário, aumenta a preocupação dos militares, de suas famílias e da sociedade sobre se as condições de higiene e manutenção dos espaços onde convivem e trabalham diariamente são adequadas para garantir sua saúde”, acrescentaram.

NÃO É UMA SITUAÇÃO ISOLADA

Nesse contexto, a ATME afirmou que essa situação não pode ser considerada “isolada”, pois os sindicatos da polícia também denunciaram casos de sarna em pelo menos dois policiais que estiveram em Ceuta.

Diante disso, a ATME solicitou informações sobre o número de casos de sarna registrados em Ceuta nos últimos cinco anos, os locais onde ocorreram os contatos, as medidas de prevenção e higienização aplicadas nas bases e áreas de treinamento, especificando se são preventivas ou reativas, e se é feita a rastreabilidade dos contágios.

Além disso, lembrou que vem denunciando há “anos” as deficiências de habitabilidade nas bases militares, especialmente nas áreas de convivência.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado