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MADRID 29 jun. (EUROPA PRESS) -
As autoridades sírias anunciaram nesta segunda-feira a prisão de um membro da unidade de elite do Exército, acusado de cometer abusos contra civis durante a guerra civil, incluindo o massacre de Guta, ocorrido em 2013, no qual as forças leais a Bashar al Assad perpetraram ataques químicos contra essa região vizinha a Damasco.
O Ministério do Interior confirmou que o homem, identificado como Adnan Riyad Hamada, também conhecido como “Ibn al Beik”, foi detido durante uma operação “minuciosamente preparada” pelas forças de segurança internas de Damasco, após um trabalho de vigilância e rastreamento que permitiu localizar seu paradeiro.
“Al Beik”, que vivia na clandestinidade, havia se juntado a um “grupo armado dedicado a assaltos e roubos à mão armada” após abandonar o Exército com a derrubada de Bashar al Assad na ofensiva relâmpago das forças rebeldes e islamistas no final de 2024.
De acordo com as informações do Ministério, ‘Al Beik’ fazia parte da Quarta Divisão do Exército, uma das unidades de elite mais destacadas do antigo Exército, com cerca de 16.000 efetivos e controle exclusivo sobre arsenais de armas pesadas e amplos recursos de inteligência, e cometeu “abusos contra a população civil, desde as batalhas de Guta até as de libertação” — em alusão à referida ofensiva que derrubou o então presidente sírio.
A prisão faz parte dos esforços do Executivo liderado por Ahmed al Shara para perseguir os responsáveis por crimes cometidos durante o governo de Al Assad, entre os quais se encontram os ataques com armas químicas na região de Guta Oriental, então controlada por forças da oposição. Nesse sentido, o ministério garantiu que manterá suas operações para localizar os membros do “antigo regime envolvidos na prática de violações contra o povo sírio, com o objetivo de levá-los perante a justiça competente e consolidar o princípio da não impunidade”.
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