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MADRID 7 ago. (EUROPA PRESS) -
Milhares de pessoas se reuniram nesta quinta-feira na Praça da Democracia, em San José, capital da Costa Rica, e em outras províncias do país para protestar contra as tentativas do governo de minar a independência do Poder Judiciário.
A “manifestação pela justiça democrática” foi convocada não apenas pelo próprio Poder Judiciário, mas também por grupos de estudantes, sindicatos e diversas organizações sociais, após os cortes no Poder Judiciário e a controvérsia sobre as competências para nomear e prorrogar o mandato dos juízes do Tribunal Constitucional.
Diante da falta de consenso no Congresso para renovar os cargos do Tribunal Constitucional, quatro magistrados decidiram a favor da prorrogação temporária do mandato dos juízes suplentes em exercício, a fim de manter o tribunal em funcionamento. No entanto, o governo considerou que se tratava de uma usurpação de poderes.
A presidente da Costa Rica, Laura Fernández, chegou a classificar como “golpe de Estado” a medida de emergência adotada pelos juízes, contra os quais moveu uma ação penal, amplamente criticada por diversos setores da sociedade costarriquenha.
Entre os presentes estava o procurador-geral, Carlo Díaz, que afirmou que tudo o que está ocorrendo o leva a pensar que “há um projeto político que está seguindo o caminho errado”, algo que também foi percebido pela “grande multidão” de pessoas que se manifestaram.
“Quero viver em democracia e que nenhum populista venha roubar o que tanto nos custou”, afirmou o procurador, cuja análise coincide com a da oposição, que observa uma tendência autoritária do governo de Fernández, no cargo desde maio, mas que é sucessora do ex-presidente Rodrigo Chaves.
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