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MADRID 22 mar. (EUROPA PRESS) -
Mais de 20.000 pessoas se manifestaram neste sábado em Paris na maior marcha das convocadas em toda a França para denunciar o aumento do racismo e da extrema direita.
A manifestação deste ano foi marcada pela publicação da caricatura do apresentador Cyril Hanouna pelo partido La France Insoumise (LFI), que foi tachado de antissemita e condenado a pagar 3.500 euros por danos à imagem de Hanouna. O desenho animado, gerado com inteligência artificial, foi imediatamente retirado.
As convocações são apoiadas pelo próprio partido de esquerda, que pediu que os protestos se tornassem "uma demonstração contra o governo de (François) Bayrou, a extrema direita e suas ideias", de acordo com o jornal francês 'Le Figaro'.
"A marcha contra o racismo deste ano tem um sabor especial", explicou Valentin Stel, codiretor da SOS Racisme. "Donald Trump está mostrando seus dentes descaradamente. É diferente do que aconteceu em seu primeiro mandato", disse ele.
Também entre os organizadores estava o sindicato da Confederação Geral do Trabalho (CGT), cuja líder, Sophie Binet, pediu que as organizações antissemitas estivessem "na vanguarda da marcha", em referência à controvérsia sobre o desenho animado da LFI. Grupos pró-palestinos também entoaram slogans como "Assassino de Israel, colaborador de (Emmanuel) Macron".
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