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MADRID 18 out. (EUROPA PRESS) -
Milhares de manifestantes saíram às ruas das principais cidades israelenses no sábado para exigir a entrega dos corpos dos reféns mortos que permanecem na Faixa de Gaza, no que é a primeira manifestação após a libertação de todos os reféns vivos.
Mais uma vez, a manifestação de Tel Aviv foi a maior e um dos parentes mais conhecidos dos reféns, Einav Zangauker, mãe do refém Matan Zangauker, que foi libertado na segunda-feira, expressou sua gratidão aos presentes.
"Nossa luta não terminará até que o último refém morto seja devolvido a nós", disse ela, referindo-se aos 28 corpos de reféns que ainda estão no enclave palestino, informou o The Times of Israel.
Zangauker criticou novamente o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu pelos "fracassos que continuam até hoje" e os convidou a "voltar para casa" e "enfrentar a justiça" em referência à comissão de inquérito sobre o ataque de 7 de outubro de 2023.
"O governo e seu líder, Benjamin Netanyahu, são responsáveis pelo fato de que crianças foram sequestradas de suas camas, em seus pijamas, e que durante horas as famílias tiveram que se esconder em salas seguras ou entre corpos até que a ajuda chegasse. A ajuda chegou tarde", denunciou. "Eles são responsáveis pelo fato de soldados terem morrido lutando em lugares que deveriam ter sido conquistados repetidas vezes", criticou.
Para Zangauker, "a recuperação só será completa quando os responsáveis pelo desastre voltarem para casa e enfrentarem a justiça", disse ele.
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