Europa Press/Contacto/Paul Christian Gordon
MADRID, 28 mar. (EUROPA PRESS) -
Milhares de manifestantes voltaram a tomar as ruas das principais cidades dos Estados Unidos neste sábado, sob o lema “No Kings, Sin Reyes”, para protestar contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a guerra contra o Irã e o alto custo de vida.
Uma das manifestações mais importantes foi a de Minneapolis, mas também houve protestos em cidades como Nova York, Washington, São Francisco, Seattle e até mesmo fora dos Estados Unidos. As celebridades tiveram um peso especial, com a presença de Bruce Springsteen em Minnesota para interpretar sua canção “Streets of Minneapolis”, ou Robert De Niro, que esteve na manifestação de Nova York.
“Não confundam nossa gentileza com fraqueza”, advertiu o governador de Minnesota, Tim Walz, durante seu discurso diante do Capitólio de St. Paul, no qual relembrou a violência dos agentes federais de imigração que custou a vida a dois cidadãos americanos, Renee Good e Alex Pretti.
“Quando o aspirante a ditador da Casa Branca nos enviou seus capangas agressivos e sem treinamento para causar danos a Minnesota, foram vocês que se posicionaram em defesa de seus bairros, que se posicionaram em defesa da decência, que se posicionaram em defesa da bondade”, argumentou ele antes de classificar o estado como “o mais livre da nação”.
“Queremos justiça para Renee Good e Alex Pretti. Queremos justiça para todas as pessoas que ficaram feridas ou traumatizadas”, acrescentou antes de destacar a presença dos imigrantes. “Nós os vemos, os ouvimos, os valorizamos e os amamos”, enfatizou.
Também participou do evento a congressista democrata Ilhan Omar, para quem o povo de Minnesota “é feito de outra massa”. “Não nos intimidamos diante dos valentões”, proclamou ela antes de denunciar o “autoritarismo astuto” de Trump, que “lançou uma bola de demolição contra os alicerces do que torna os Estados Unidos grandes”.
Além disso, criticou as intervenções dos Estados Unidos no Irã, na Venezuela e no Equador. “Vamos continuar nos manifestando porque nos recusamos a acreditar em um futuro governado pelo medo, pela corrupção e pelo caos”, reforçou.
Ao lado de Omar e Walz está o senador Bernie Sanders, para quem Minnesota demonstra “o que é a democracia”, com a “revolta desta comunidade que contra-atacou com solidariedade e venceu” diante da “ocupação sem precedentes do exército doméstico de Trump”, o ICE.
Em Manhattan, Nova York, os participantes exibiram cartazes contra o ICE, contra Trump e contra a guerra no Irã durante a manifestação, e em São Francisco os manifestantes marcharam desde o Embarcadero até o Centro Cívico com bandeiras americanas, ucranianas e trans.
Na Flórida, houve concentrações em West Palm Beach, onde uma pequena contra-manifestação repreendeu os participantes por sua presença, e em Boynton Beach. E logo cedo, manifestantes marcharam de Arlington, na Virgínia, até a Esplanada Nacional de Washington D.C., entoando slogans como “Sem justiça não haverá paz. Fora o ICE das nossas ruas". Também houve manifestações em cidades menores, como Columbus, na Geórgia, e na ilha de Jekyll.
Enquanto isso, em Dallas (Texas), acontece o congresso anual da Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), um evento marcado pela divisão dentro do movimento de base ultraconservador MAGA entre aqueles que apoiam o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e aqueles que, sem renegá-lo, criticam a guerra contra o Irã.
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