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MADRID 7 mar. (EUROPA PRESS) - Milhares de manifestantes saíram às ruas de Londres neste sábado para exigir o fim da ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e marcharam até a Embaixada americana no centro da capital britânica. “Somos o povo. Não vão nos calar. Parem os bombardeios agora, agora, agora, agora”, gritaram durante a marcha, segundo a agência de notícias The Press Association.
Grupos como a Campanha pelo Desarmamento Nuclear, Paremos a Guerra, a Campanha de Solidariedade pela Palestina, a Associação Muçulmana do Reino Unido, o Fórum Palestino no Reino Unido ou Amigos de Al Aqsa marcharam à frente de uma manifestação na qual se podiam ver numerosas bandeiras iranianas e palestinas e retratos do falecido líder supremo iraniano, o aiatolá Alí Jamenei.
Entre as faixas, slogans como “Parem as guerras de Trump”, “Parem a guerra contra o Irã”, “Parem de armar Israel” ou “Não à guerra contra o Irã”.
Já em frente à Embaixada dos Estados Unidos, a deputada Zarah Sultana, do Seu Partido, dirigiu-se aos participantes: “Eles não vão nos ignorar novamente”, afirmou antes de lembrar a invasão do Iraque em 2003. “Na época, nos disseram que o Iraque tinha armas de destruição em massa. Disseram-nos que a guerra traria paz e democracia. Disseram-nos que a guerra protegeria os iraquianos e o mundo, mas a verdade foi muito diferente”, argumentou. “Os filhos de Bagdá merecem crescer. Há 23 anos, quando marchamos contra a guerra do Iraque, eles nos ignoraram. Não vão nos ignorar novamente porque a história provou que estávamos certos e hoje levantamos nossa voz pela paz, pela justiça e por um mundo em que os governos aprendam com as lições do passado”, enfatizou.
O antigo líder trabalhista e hoje deputado independente Jeremy Corbyn, que não pôde comparecer à manifestação, enviou uma mensagem: “Em 2003, centenas de milhares de nós protestamos contra a invasão ilegal do Iraque e fomos ignorados, mas hoje estamos aqui para dizer alto e claro: não arrastem o Reino Unido para outra guerra ilegal”, apelou.
“A guerra eterna não é um jogo. Tem consequências reais na vida das pessoas. Os Estados Unidos e Israel devem prestar contas”, acrescentou. Entre 5.000 e 6.000 pessoas participaram da manifestação, segundo um policial que estava na rua. A polícia informou a detenção de uma mulher “por possível incitação ao ódio racial em um cartaz”. Vários grupos se manifestaram paralelamente, carregando bandeiras israelenses. Alguns repreenderam os contra-manifestantes por sua presença, acusando-os de “assassinos”.
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