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MADRID, 11 jun. (EUROPA PRESS) -
Milhares de judeus ultraortodoxos bloquearam novamente nesta quinta-feira várias rodovias no centro de Israel para protestar contra o serviço militar obrigatório e rejeitar a prisão daqueles que se recusam a comparecer às convocatórias para ingressar nas fileiras do Exército, um alistamento do qual os jovens da comunidade haredi estavam isentos até há mais de um ano.
Atualmente, as rodovias 1, 4 e 6 estão bloqueadas e é impossível circular por elas devido à aglomeração de manifestantes. O tráfego na rodovia Ayalon, em Tel Aviv, também foi interrompido, e os trens que circulam pela cidade foram suspensos depois que os manifestantes invadiram os trilhos, segundo informações do jornal “The Times of Israel”.
O ponto central do protesto está na rodovia 4, onde se observam confrontos entre manifestantes e policiais que tentam dispersá-los. Muitos dos participantes se deslocaram de ônibus até essas áreas vindos de Jerusalém, Beit Shemesh e outros locais do país.
Alguns manifestantes usam crachás amarelos com a Estrela de Davi, enquanto outros carregam cartazes nos quais se pode ler: “Um jovem detido = estrada bloqueada”.
As autoridades israelenses emitiram milhares de ordens de alistamento para membros da comunidade ultraortodoxa haredi, apesar das tensões e dos protestos contra a obrigatoriedade do serviço militar para esses judeus, que se dedicam ao estudo da Torá, o livro sagrado do judaísmo, e se opõem a esses chamados para o serviço militar alegando motivos religiosos.
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