Europa Press/Contacto/Yael Guisky Abas
MADRID 6 set. (EUROPA PRESS) -
Milhares de pessoas saíram às ruas de várias cidades israelenses no sábado para exigir um acordo para a libertação dos reféns israelenses mantidos na Faixa de Gaza desde o ataque das milícias palestinas em 7 de outubro de 2023 e para alertar o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu sobre o risco de uma incursão terrestre na Cidade de Gaza.
A maior manifestação no sábado foi em Tel Aviv, onde os manifestantes pediram ao presidente dos EUA, Donald Trump, que facilitasse um acordo. "Presidente Trump, salve os reféns agora", dizia a faixa principal da manifestação, realizada na renomeada Praça dos Reféns.
Entre os oradores estava a ex-refém Ilana Gritzewsky, que lamentou o fato de "ainda" viver em "cativeiro" e lembrou-se do refém Matan Zangauker, que passava grande parte do tempo com ela, ainda preso no enclave palestino. "Eu o vejo com fome, com sede, fraco. Eu me pergunto se ele se lembra do som da minha voz, da minha aparência", disse ela, de acordo com o The Times of Israel.
Gritzewsky acusou Netanyahu de prolongar o cativeiro dos 48 reféns vivos restantes "por motivos políticos". "Enquanto Matan e os reféns permanecem no escuro, o primeiro-ministro se agarra à sua cadeira. O inimigo nos sequestrou, mas são vocês, os tomadores de decisão, que os estão mantendo lá por mais 701 dias", reprovou.
"Vocês não fizeram todo o possível. Não fizeram o suficiente. Porque se tivessem feito, eles já estariam aqui", disse ele, antes de acusar o governo de "trair seus cidadãos".
Também estava presente Orna Neutra, mãe do soldado sequestrado e morto Omer Neutra, que criticou o plano de invadir a Cidade de Gaza. "O Conselho de Ministros decidiu tomar Gaza sem planejar como evitar que os reféns sejam mortos. Aqueles que não derem respostas hoje carregarão para sempre a mancha da vergonha", reprovou ela.
Uma imagem de outro refém, Alon Ohel, foi divulgada na sexta-feira. Sua mãe, Idit Ohel, disse ao Channel 12 que "mal consegue reconhecer" seu filho no vídeo de propaganda divulgado pela milícia do Movimento de Resistência Islâmica, as Brigadas Ezzeldin al-Qassam.
"Tivemos um fim de semana muito difícil assistindo ao meu filho. Há momentos em que mal consigo reconhecer Alony", disse ela, referindo-se ao vídeo, que também apresenta Guy Gilboa-Dalal. "Sua voz está embargada. Ele claramente não está bem. Ele não consegue enxergar com o olho direito e não consegue focar sua visão", acrescentou ela. "Por um lado, foi comovente depois de tanto tempo sem vê-lo, mas por outro lado foi difícil. Foi difícil vê-lo daquele jeito", acrescentou.
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