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MADRID 7 abr. (EUROPA PRESS) -
O Executivo argentino retirou nesta segunda-feira as credenciais de imprensa que permitem o acesso à sede do Executivo e ao Congresso do país a vários meios de comunicação relacionados à publicação de artigos associados a uma suposta campanha midiática e política de desinformação para desacreditar o governo liderado por Javier Milei em 2024.
“O governo tenta silenciar o jornalismo crítico e não permite a entrada de vários credenciados”, criticou o sindicato da imprensa de Buenos Aires (SiPreBA) em uma mensagem publicada em suas redes sociais, na qual exigiu que os profissionais da informação possam “trabalhar normalmente”.
Especificamente, entre os jornalistas a quem foi negada a entrada na Casa Rosada nesta segunda-feira estão Liliana Franco, do Ámbito Financiero; Jonatan Heguier, do El Destape; Tatiana Scorciapino, do El Tiempo Argentino, e Fabián Waldman, do La Patriada, entre outros citados pelo jornal “Clarín”.
“O governo decidiu revogar minha credencial na Casa Rosada, administrada pelo El Tiempo Argentino, sem qualquer justificativa. A notificação informal foi feita por um guarda da Casa Militar que verificou meu nome em uma lista e me proibiu a entrada”, afirmou Tatiana Scorciapino em uma mensagem publicada no X, na qual, acrescentou, eles não vão “deixar de publicar”.
Por sua vez, Javier Slucki, do El Destape, criticou a “censura” do governo ao veículo em que trabalha, qualificando de “repugnante” o uso de uma “investigação sem qualquer prova” como “desculpa”.
A investigação atual sobre “La Compañía” surgiu a partir do vazamento de 76 documentos de inteligência russos aos quais teve acesso um consórcio de veículos de investigação, incluindo o argentino “Filtraleaks”.
Após a publicação das informações na imprensa, a Secretaria de Inteligência do Estado Argentina (SIDE) divulgou na noite de quinta-feira um comunicado que confirma a existência da rede de desinformação “operada por cidadãos russos em solo argentino”, conhecida como “La Compañía”. Segundo a SIDE, o caso foi investigado e levado ao conhecimento da Justiça Federal e do Ministério Público em outubro de 2025.
“Seu objetivo era divulgar informações falsas e influenciar a opinião pública argentina em benefício de interesses geopolíticos estrangeiros. A estrutura tinha antecedentes ligados a operações de interferência internacional e buscava consolidar redes de influência dentro do território nacional”, acrescentou o órgão nas redes sociais.
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