Publicado 03/09/2025 23:40

Milei realiza outro comício eleitoral hostil, com arremesso de pedras e um repórter ferido

O presidente da Argentina, Javier Milei (centro), em um comício de campanha para as eleições provinciais em Moreno, Buenos Aires, Argentina.
LA LIBERTAD AVANZA EN X

O presidente argentino defende sua irmã Karina da "opereta" dos áudios vazados, alegando uma oposição "desesperada".

MADRID, 4 set. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Argentina, Javier Milei, esteve mais uma vez no centro de um evento de campanha na quarta-feira, neste caso a cerimônia de encerramento das eleições em Buenos Aires, que foi repleta de hostilidade, com confrontos entre ativistas e forças de segurança e com um novo lançamento de pedras e outros objetos que chegaram a ferir um jornalista.

Pouco antes do início do evento em Moreno, nos arredores da capital argentina, alguns manifestantes contrários à presença na área dos candidatos de La Libertad Avanza entraram em confronto com os partidários de Milei e com a polícia, onde foram lançados projéteis como pedras e uma garrafa, segundo o diário argentino 'Clarín'.

Um repórter da América TV, Cristian Mercatante, foi atingido por uma garrafa que o atingiu na cabeça, segundo ele, depois de se aproximar de um grupo de pessoas encapuzadas.

"Fui perguntar às pessoas que estavam encapuzadas se eram policiais, porque as pessoas estavam com raiva delas. Eles não me responderam, eu me virei e algo caiu sobre mim, acho que foi uma garrafa", disse Mercatante, referindo-se a um grupo que os manifestantes kirchneristas acusaram de ser "infiltrados" e de atirar pedras, antes que os policiais retirassem os encapuzados da área.

MILEI CHAMA O VAZAMENTO DAS GRAVAÇÕES DE ÁUDIO DE SUA IRMÃ DE "FARSA".

Por sua vez, e já no próprio ato, Milei acusou a "casta" de "minar os valores morais" das instituições por meio de "operações", ao mesmo tempo em que defendeu a secretária-geral da Presidência, sua irmã Karina Milei, por "assumir o comando da odisseia, apesar dos insultos e operetas", em meio ao vazamento de gravações que implicam ambos em uma suposta rede de recebimento de propinas, pela qual foram formalmente denunciados à Promotoria.

"Eles fazem isso de uma maneira muito grosseira, essas operações e depois acabam caindo", declarou do palco, conforme relatado pelo jornal 'La Nación', e de onde também assegurou que "é assim que a casta opera: eles nos sujam, querem transformá-lo em um leproso social para que todos o repudiem com coisas aberrantes, porque eles não se importam em se sujar porque são todos sujos, porque querem levá-lo à lama porque (...) eles se aproveitam de você".

Nesse sentido, ele garantiu que, "em total desespero, eles vão contra a família". "Imagine como devem estar as coisas na província de Buenos Aires, que mexeram com minha irmã", disse ele, afirmando que "eles estão com medo e no domingo vamos pintar a província de roxo", a cor de seu partido La Libertad Avanza.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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