MADRID 29 jun. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Governo da Argentina, Javier Milei, anunciou neste domingo que o até então ministro do Interior, Diego Santilli, será o novo chefe de Gabinete, após a renúncia de Manuel Adorni no dia anterior, em meio à polêmica sobre o aumento de seu patrimônio desde que assumiu o Executivo argentino, o que motivou uma investigação por suposto enriquecimento ilícito.
“Aqui, ao lado do novo chefe de Gabinete de Ministros, Diego Santilli, e a secretária-geral da Presidência, Karina Milei, definindo as bases para uma transição ordenada do cargo”, indicou o morador da Casa Rosada em uma mensagem publicada em suas redes sociais, acompanhada de uma foto dos três.
Em seguida, o chefe do Executivo argentino anunciou que a cerimônia de posse ocorrerá na próxima terça-feira, 30 de junho, às 16h (hora local).
Por sua vez, Santilli garantiu que assumirá esse “desafio” com o objetivo de “trabalhar em equipe” e de “dar tudo de si” para que o governo argentino “continue avançando nas reformas estruturais de que a Argentina precisava há décadas”.
“Assumo o desafio mais importante da minha vida com o compromisso de continuar trabalhando para que este governo continue fazendo história”, enfatizou o novo chefe de Gabinete, afirmando que trabalhará “ao lado de um excelente gabinete liderado pelo presidente Milei, com uma visão clara e a determinação necessária para tirar definitivamente a Argentina do buraco em que a deixaram”.
Uma das primeiras vozes do espectro político a reagir à notícia foi a da senadora Patricia Bullrich, que afirmou que “do Congresso” acompanharão Santilli “para estar à altura da mudança que os argentinos escolheram”.
“Muito sucesso neste novo desafio, Colo”, indicou Bullrich nas redes sociais, defendendo que, se “de verdade” se deseja “mudar o país”, é necessário “deixar de lado as distrações e discutir as leis importantes que o presidente está promovendo”.
Foi neste sábado que Adorni apresentou sua renúncia após quatro meses de polêmica, atribuindo sua decisão aos “ataques intermináveis da mídia” e alegando a necessidade de “encerrar esse ciclo” para proteger a si mesmo e à sua família. Tudo isso sem fazer autocrítica, apesar de, no último dia 10 de junho, ter admitido ter ocultado meio milhão de dólares provenientes, segundo sua versão, de investimentos anteriores à sua chegada ao governo, motivo pelo qual solicitou se beneficiar da anistia fiscal promovida pelo próprio Executivo argentino.
Mais especificamente, o agora ex-chefe de Gabinete está sob investigação judicial por um suposto enriquecimento ilícito relacionado à compra de um apartamento e uma residência em Buenos Aires, imóveis que ele declarou recentemente, depois que o caso veio a público na mídia.
A isso se soma uma investigação por suposto tráfico de influências ligada a contratos entre a televisão pública e a produtora de seu amigo, o empresário e jornalista Marcelo Grandio, bem como a adjudicações entre empresas estatais e a consultoria de sua esposa, Bettina Angeletti.
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