Publicado 26/02/2025 01:54

Milei nomeia por decreto dois juízes da Suprema Corte que não conseguiram apoio suficiente no Senado

22 de fevereiro de 2025, National Harbor, Maryland, Estados Unidos: O presidente da Argentina, Javier Milei, fala durante o terceiro dia da Conferência CPAC 2025 no Centro de Convenções Gaylord em National Harbor, Maryland
Europa Press/Contacto/Lev Radin

MADRID 26 fev. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Argentina, Javier Milei, nomeou Manuel García-Mansilla e Ariel Lijo como juízes da Suprema Corte por decreto na terça-feira, apesar do fato de que eles não receberam apoio suficiente do Senado no ano passado, conforme exigido pela Constituição, aproveitando o recesso do Congresso, que não retomará suas atividades normais até a próxima semana.

O gabinete presidencial anunciou em uma declaração a nomeação "em comissão" de Manuel García-Mansilla e Ariel Lijo como membros do mais alto órgão judicial, "até o final do próximo período legislativo, com o objetivo de normalizar (seu) funcionamento", alegando que "não pode desempenhar seu papel normalmente com apenas três ministros".

Milei fez uso do decreto enquanto o Congresso argentino está em recesso, até o início da sessão ordinária em 1º de março.

Vale a pena observar que os dois juízes agora escolhidos a dedo por Milei não obtiveram o apoio de dois terços do Senado exigido pela Constituição, depois de terem se candidatado em março do ano passado.

De fato, em seu comunicado, o governo argentino não apresentou esse fato como um ponto fraco de sua proposta, mas sim como uma falha da câmara alta, que "deveria ter concordado com os candidatos propostos pelo poder executivo".

"Em nenhum caso o Senado tem o poder de rejeitar o acordo dos candidatos propostos pelo presidente com base nas preferências pessoais ou políticas dos senadores", acrescentou, apesar do fato de Lijo ter participado de processos judiciais de alto nível político, como o encobrimento do bombardeio da AMIA, de acordo com o jornal argentino 'La Nación'.

O governo defendeu a decisão de Milei, argumentando que "não tolera e não tolerará que os interesses da política se sobreponham aos do povo argentino, em nenhuma circunstância". "É a politização da justiça que é uma das principais razões pelas quais os argentinos não têm um serviço de justiça que resolva seus problemas", argumentou.

De qualquer forma, como ele garantiu, o governo tentará continuar buscando votos para Lijo e García-Mansilla, independentemente da nomeação por decreto.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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