Europa Press/Contacto/Rosana Alvarez Mullner
MADRID 18 maio (EUROPA PRESS) -
A capital da Argentina, Buenos Aires, está realizando eleições legislativas neste domingo para renovar metade dos 60 assentos na câmara e que representam um confronto aberto entre o presidente do país, Javier Milei, o chefe do governo da cidade, Jorge Macri, primo do ex-presidente Mauricio Macri, e o "kirchnerismo" representado pelo candidato do Partido Justicialista, Leandro Santoro.
Macri, um dos primeiros a ir para a seção eleitoral, aproveitou seu horário de votação para criticar mais uma vez um dos momentos mais tensos da campanha: a aparição de um vídeo gerado por inteligência artificial que simulava uma declaração de Mauricio Macri.
"Parece-me que os limites foram quebrados e por isso fizemos exigências criminais e eleitorais", declarou o prefeito da cidade. "Acho que é muito importante que esse seja um precedente que não se repita na Argentina, porque construímos uma democracia com o direito à dissidência, com a verdade e o respeito à proibição que deve ser respeitada", acrescentou em comentários relatados pelo jornal Clarín.
Milei se encarregou de lembrar o país da natureza dessas eleições, declarando Jorge Macri um "bebê chorão" por reclamar do vídeo. "Puro cristal", acrescentou o presidente argentino depois de votar na Universidade Tecnológica Nacional (UTN). Seu porta-voz, Manuel Adorni, é um dos principais candidatos nessas eleições.
Outra candidata da Proposta Republicana, Silvia Lospennato, condenou o vídeo como um "ataque" à democracia pelo partido de Milei, La Libertad Avanza, e chamou as imagens de "crime".
As últimas pesquisas publicadas pelo jornal 'Perfil' mostram que La Libertad Avanza tem uma ligeira vantagem com 35,7% dos votos, à frente do Partido Justicialista da ex-vice-presidente Cristina Kirchner e seu candidato Santoro (27,4%). O PRO vem em terceiro lugar, com 16,1%.
Na quinta-feira passada, em seu comício de encerramento da campanha, Santoro também criticou a existência do vídeo polêmico antes de atacar Milei e pedir uma "recuperação do humanismo" na política. "Queremos fazer com que as pessoas se apaixonem novamente pela democracia", disse ele. Depois de votar, o candidato insistiu que "não se deve brincar com a democracia" e terminou nas redes sociais com uma mensagem de otimismo. "Vamos votar com esperança. Sem ódio e sem trapaça. Hoje só o povo tem o poder", disse ele em sua conta na rede X.
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