Publicado 03/08/2026 02:34

Milei insiste em chamar Lula de “ladrão” e “corrupto” em meio à crise diplomática entre a Argentina e o Brasil

25 de julho de 2026, São Paulo, São Paulo, Brasil: São Paulo (SP), 25 de julho de 2026 — Política / Convenção Nacional do PL — O presidente da Argentina, Javier Milei, participou neste sábado (25) da convenção nacional do Partido Liberal (PL), realizada n
Europa Press/Contacto/Leco Viana

MADRID 3 ago. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a atacar seu homólogo no Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, chamando-o de “ladrão” e “corrupto”, poucos dias depois de ter usado termos semelhantes que desencadearam uma crise diplomática entre Buenos Aires e Brasília.

“Ele é um ladrão. É um corrupto. Foi condenado por ser ladrão e corrupto. Esteve preso, pelo que também é verdade que é um ex-presidiário. E não só isso, ele foi solto por uma falha administrativa no processo, não por ser inocente. Portanto, ele é ladrão e é corrupto”, afirmou o morador da Casa Rosada em entrevista à emissora LN+.

Com essas declarações, Milei deu um passo adiante e, questionado sobre o tom de suas declarações a respeito de Lula, justificou suas palavras argumentando que “é muito mais brando chamar um ladrão de ladrão do que o próprio ato de roubar”.

Vale lembrar que foi no último sábado que Milei esteve na cidade brasileira de São Paulo apoiando a candidatura de Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, para as eleições de outubro deste ano, nas quais ele enfrentará o atual chefe do Planalto, a quem se referiu como “presidiário”, entre outros insultos.

O presidente argentino também atacou o juiz do Supremo Tribunal Federal e relator do processo por golpe de Estado contra Jair Bolsonaro, Alexandre de Moraes, a quem chamou de “lixo careca”, como parte de uma diatribe inflamada na qual, fiel ao seu estilo histriônico e vulgar, partiu para cima dos “esquerdistas de merda”.

Foi neste domingo que Lula formalizou sua candidatura à reeleição nas eleições de outubro no Brasil. Em seu discurso de aceitação, ele avisou que, se conquistar a vitória, exibirá sua versão mais extrema para definir de vez o rumo do país. “Não quero um Lula pacifista. Quero um Lula duro, que faça o que nós (o PT) ainda não terminamos de fazer, porque já cuidamos do básico”, afirmou.

Dessa forma, Lula se apresentará como baluarte da esquerda latino-americana diante de novos expoentes da direita, como o presidente eleito da Colômbia, Abelardo De la Espriella, e seu representante por excelência atualmente, Javier Milei, que no último fim de semana desencadeou o referido conflito diplomático entre os dois países ao insultar o presidente brasileiro durante sua tumultuada viagem ao Brasil para apoiar a candidatura do grande rival de Lula, o senador Flávio Bolsonaro.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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