Gabriel Luengas - Europa Press
MADRID 20 jun. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Argentina, Javier Milei, enfatizou que não tem "a menor intenção" de conceder um indulto à ex-presidente Cristina Fernández, que está em prisão domiciliar após ter sido condenada por crimes de corrupção, e declarou que essa possibilidade é "absurda", pois considera que isso iria contra a independência judicial que ele defende.
De fato, Milei vê a sentença contra Fernández, que inclui seis anos de prisão e inabilitação política perpétua, como "uma lição de republicanismo", pois mostra que uma mulher que durante anos alcançou os mais altos níveis de poder também pode acabar sendo responsabilizada perante os tribunais argentinos.
"Eu vivo proclamando a independência da justiça, que a justiça deve governar e fazer o que considerar apropriado", disse o atual presidente, rejeitando qualquer possível medida de graça em uma entrevista ao 'La Nación +'. Nesse sentido, ele voltou a uma mensagem que lançou na campanha anterior às últimas eleições: "Quem faz, paga".
Milei quis distanciar sua suposta imparcialidade em relação aos casos judiciais da interferência na qual, em sua opinião, "todos" os governos anteriores estiveram envolvidos. Uma interferência pela qual o atual presidente também culpa a administração liderada por Fernández, à frente de "um dos piores governos da história", de acordo com Milei.
Cristina Fernández começou a cumprir sua sentença esta semana, embora o tribunal tenha concordado que ela deveria fazê-lo em sua casa em Buenos Aires, em vez de em uma prisão. Os juízes até a autorizaram a aparecer na varanda, embora tenham pedido que ela o faça com "prudência e bom senso", depois que os partidários pró-Kirchner se mobilizaram na capital argentina nos últimos dias em sinal de apoio.
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