Publicado 21/08/2025 04:39

Milei demite o diretor da Disability Agency após a divulgação de gravações de áudio de supostos subornos.

Archivo - Arquivo - O presidente da Argentina, Javier Milei, em uma foto de arquivo.
Europa Press/Contacto/SAUL LOEB - Arquivo

MADRID 21 ago. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Argentina, Javier Milei, demitiu o diretor da Agência Nacional de Deficiência, Diego Spagnuolo, após a divulgação de uma série de áudios nos quais o alto funcionário do governo supostamente faz alusão à cobrança de propinas pela agência pública que dirige.

"Diante dos fatos de conhecimento público e do óbvio uso político da oposição em um ano eleitoral, o presidente da nação decidiu, como medida de precaução, remover o diretor executivo da Agência Nacional para Deficiência, Diego Spagnuolo, de seu cargo", disse a presidência argentina em um comunicado.

Nesse sentido, indicou que o ministro da Saúde, Mario Lugones, "intervirá na agência e informará nas próximas horas o nome do controlador da agência, a fim de garantir seu funcionamento normal e correto".

A medida foi tomada logo depois que Milei, sua irmã Karina e outros funcionários de alto escalão foram acusados de corrupção em relação à compra irregular de medicamentos por meio da agência.

A denúncia, apresentada pelo advogado Gregorio Dalbón, que representou a ex-presidente Cristina Fernández em casos anteriores, detalha uma rede "de cobrança e pagamento de propinas relacionadas à compra e fornecimento de medicamentos, afetando diretamente os fundos públicos".

O documento aponta para os irmãos Milei, Spagnuolo, o assessor de Karina, Eduardo 'Lule' Menem, e o proprietário da empresa de comércio de medicamentos Suizo Argentina, Eduardo Kovalivker. Os acusados teriam cometido "crimes de suborno, administração fraudulenta, negociações incompatíveis com o exercício de funções públicas e violação da Lei de Ética Pública", conforme indica o documento.

A denúncia se baseia em áudios vazados na tarde de quarta-feira pelo canal de streaming Carnaval e posteriormente captados pela mídia local, como o 'Clarín', nos quais Spagnuolo admite a existência de um sistema de "cobrança ilegal" envolvendo o chefe de Estado, sua irmã e os outros três acusados. "Do que eles cobram pelos medicamentos, você tem que colocar 8%, tem que trazer para a Suíça e nós levamos até a Presidência", disse o chefe da Agência de Deficiência.

"Karina recebe 3% e 1% vai para a operação", acrescentou Spagnuolo, enquanto em outra parte da gravação ele afirmou que foi ele quem falou com o presidente. "Eu tenho todos os WhatsApp da Karina. Ele não está envolvido, mas é todo o seu pessoal. Eles vão pedir guita (dinheiro) aos credores", acrescentou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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