Publicado 18/03/2026 02:01

Milei define Israel como “aliado estratégico” da Argentina e reafirma seu compromisso contra o antissemitismo

14 de março de 2026, Madri, Espanha: O presidente da Argentina, Javier Milei, fotografado durante a cerimônia de encerramento do Fórum Econômico de Madri, no Palácio de Vistalegre.
Europa Press/Contacto/Atilano Garcia

MADRID 18 mar. (EUROPA PRESS) -

O presidente argentino, Javier Milei, definiu nesta terça-feira Israel como um “aliado estratégico” da Argentina, num contexto internacional em que, segundo ele, os israelenses “travam uma guerra” pela “sua sobrevivência” devido ao “antisemitismo e aos ataques às comunidades judaicas” em todo o mundo.

“Observamos com preocupação como, ao mesmo tempo em que Israel trava uma guerra em sete frentes pela sua sobrevivência, o antissemitismo e os ataques às comunidades judaicas no mundo não fizeram senão se intensificar”, destacou o presidente em coletiva de imprensa por ocasião do evento realizado pelo 34º aniversário do atentado contra a Embaixada de Israel em seu país.

“Como todos os dias 17 de março desde aquele dia trágico há 34 anos, nos cabe relembrar o atentado à Embaixada de Israel, um ataque covarde fruto do terrorismo iraniano que ceifou a vida de 29 pessoas e deixou um saldo de 242 feridos”, observou o líder, garantindo que tais fatos deixaram uma “ferida indelével no solo argentino e na comunidade judaica”.

Em seguida, o atual ocupante da Casa Rosada quis “reafirmar” o “compromisso” de seu governo com o “combate ao flagelo do antissemitismo”, na véspera de Buenos Aires assumir a presidência da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto.

“Temos mais do que certeza de que o vírus do antissemitismo é o extremo oposto dos princípios que defendemos, pois se baseia nos piores valores que podem inundar uma sociedade: a inveja, o ressentimento e o ódio ao diferente”, afirmou Milei, exortando a “não baixar a guarda nem por um segundo”.

Por fim, em plena escalada de hostilidades no Oriente Médio após o ataque conjunto lançado em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, o chefe do Executivo argentino quis “deixar claro” que seu governo está do lado de Washington e dos israelenses em seu propósito de “acabar com o regime iraniano”, uma “tirania” que, segundo ele, “não apenas mantém cativa sua própria população, mas também se dedicou a semear o terror durante décadas em todo o mundo”.

“O preço da liberdade é a vigilância eterna e, neste contexto de luta entre a luz e as trevas, as vítimas do ódio antissemita nos exigem isso mais do que nunca”, concluiu o presidente.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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