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MADRID 11 mar. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Argentina, Javier Milei, assinou um decreto na segunda-feira que endossa o acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o isenta de enviar um projeto de lei sobre o assunto para debate no Congresso.
O Decreto de Necessidade e Urgncia (DNU) está aguardando a aprovao do órgo internacional, de acordo com a 'Página 12'. O texto, que foi reproduzido por esse jornal argentino, afirma que os desembolsos do FMI sero usados para pagar "letras de dólar intransferíveis em poder do Banco Central" e "operaes de crédito público concluídas em (...) 2022 cujo vencimento esteja dentro de quatro anos após a assinatura do acordo".
O governo argentino decidiu "no comprometer sua política econmica de déficit zero", como aponta o documento, de acordo com a tese do presidente. Portanto, os fundos, cujo montante é desconhecido, "devem ser usados exclusivamente para cancelar dívidas do Tesouro Nacional, com o Banco Central e dívidas com o FMI".
O Executivo justificou a assinatura do decreto, que o livra de enviar um projeto de lei ao Congresso, ressaltando que "(sua) competncia (...) no é aprovar os termos e condies de um acordo com o FMI, mas aprovar a operao de crédito público por meio da aprovao de uma lei".
Ele também argumentou que é uma "necessidade manifesta" encerrar os créditos do FMI e a dívida com o Banco Central e garantiu que há "circunstncias excepcionais" devido "gravidade da situao" e necessidade de resolver a questo "imediatamente".
Em resposta, um grupo de deputados do principal grupo parlamentar de oposio da Argentina, Unión por la Patria (UxP), apresentou uma queixa contra o presidente, bem como contra os "co-autores ou participantes que intervieram" na preparao e assinatura da DNU, que, segundo eles, "visa a um ato de endividamento com uma organizao financeira (FMI), em clara violao das disposies dos artigos 75 e 76 da Constituio Nacional".
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