Eduardo Parra - Europa Press
MADRID 5 nov. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Argentina, Javier Milei, aproveitou sua intervenção perante o plenário da Cúpula Ibero-americana para reivindicar mais uma vez a “causa sagrada” das Malvinas e reiterar a disposição de seu país em resolver essa disputa com o Reino Unido por via diplomática.
“Para os argentinos, as Malvinas são uma causa sagrada”, afirmou o presidente argentino, aproveitando para lembrar, justamente em Madri, que seu país “herdou da Espanha os títulos de soberania sobre as Ilhas Malvinas e os reafirmou por meio de inúmeros atos governamentais”.
Nesse sentido, ele agradeceu aos 22 países que integram a Comunidade Ibero-americana pelo apoio nessa questão e pelo “apoio à retomada das negociações entre a Argentina e o Reino Unido”, o que se traduzirá em uma declaração ao final da cúpula.
Assim, ele voltou a estender a mão ao Reino Unido, reiterando sua disposição de “negociar de acordo com as resoluções pertinentes das Nações Unidas”. Londres, sustentou Milei, tem “a oportunidade de praticar o respeito pelas regras internacionais” que prega ao resto do mundo.
Enquanto isso, ele afirmou que a Argentina mantém seu “objetivo permanente e inalienável de recuperar o pleno exercício de nossa soberania sobre as Ilhas Malvinas, Geórgia do Sul, São Luís do Sul e os espaços marítimos circundantes”. “Buscamos isso por meios pacíficos e em conformidade com o Direito Internacional”, ressaltou.
Diante da “ameaça” do projeto Sea Lion para a exploração de hidrocarbonetos nas ilhas atualmente controladas pelo Reino Unido, Milei defendeu sua “estratégia que articula a ação diplomática com os instrumentos administrativos e judiciais que nossa legislação oferece”.
“Iniciamos processos sancionatórios e apresentamos denúncias criminais contra as empresas envolvidas e seus diretores. E nosso governo fará valer os direitos argentinos com toda a força”, garantiu.
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