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MADRID 11 set. (EUROPA PRESS) -
O governo da Argentina anunciou nesta quinta-feira a criação de um Sistema de Coordenação da Política Externa, que fará parte do Ministério das Relações Exteriores do país e contribuirá para que “todas as atividades” de Buenos Aires fora das fronteiras nacionais, no que diz respeito às reivindicações de soberania sobre as Ilhas Malvinas, seja “coerente, compatível e uniforme”.
“Este Sistema (...) permitirá ao Ministério das Relações Exteriores garantir que toda atividade relacionada às relações exteriores da República Argentina seja coerente, compatível e uniforme com as diretrizes gerais da política externa, no que se refere aos direitos soberanos sobre as Ilhas Malvinas, a Geórgia do Sul e as Ilhas Sandwich do Sul, bem como aos espaços marítimos e insulares correspondentes”, afirma um comunicado do gabinete do presidente argentino, Javier Milei.
Criado no âmbito das medidas adotadas pela Casa Rosada com o objetivo de “recuperar o pleno exercício da soberania da Argentina” sobre o arquipélago disputado, administrado pelo Reino Unido, esse Sistema servirá, assim, para “implementar mecanismos de informação, coordenação e assessoria para atividades estatais que possam afetar a política externa ou os interesses internacionais” da República do Rio da Prata.
Após defender que a referida recuperação requer uma “ação estatal coordenada” que integre “dimensões diplomáticas, jurídicas e políticas”, o governo Milei advertiu que continuará mobilizando “todos os meios disponíveis” para “fortalecer a ação coordenada de seus órgãos”, a fim de “defender” a “soberania” nacional.
Desde a última quinta-feira, quando o presidente da Casa Rosada proferiu um discurso à nação argentina no qual anunciou um decreto para acelerar o endurecimento das sanções contra aqueles que participam de iniciativas de exploração ou extração de hidrocarbonetos nas Ilhas Malvinas “sem autorização” de Buenos Aires, além do avanço na construção de uma base naval integrada na província da Terra do Fogo, o Executivo argentino não deixou de fazer anúncios a esse respeito.
O mais recente deles ocorreu nesta mesma quarta-feira, quando foi anunciada a apresentação de novas denúncias criminais contra empresas que estariam realizando atividades relacionadas a hidrocarbonetos na plataforma continental do país, o que, segundo precisou a presidência na ocasião, acarretará não apenas a ampliação de processos judiciais já existentes, mas também a abertura de novos processos.
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