Gabriel Luengas - Europa Press - Arquivo
MADRID 17 set. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou que a nova campanha diplomática e financeira de seu governo contra o Reino Unido pela soberania das Ilhas Malvinas foi “desencadeada pelo comentário de Donald Trump de que estava revendo a posição” em relação ao arquipélago.
“A reação foi desencadeada pelo comentário de Donald Trump de que estava revendo a posição em relação às Malvinas”, declarou o presidente argentino em um podcast do grupo de mídia argentino Neura Media, onde reconheceu em seguida que “Trump diz o que diz porque (...) o que ele reprova à Inglaterra é que ela não o apoiou” na guerra contra o Irã.
Milei rejeitou, assim, que as medidas tomadas contra empresas que exploram recursos nas proximidades das referidas ilhas respondam a um propósito eleitoralista, atribuindo tal ideia às “bobagens” dos “péssimos analistas políticos que temos na Argentina”.
Questionado se a mudança de postura de Buenos Aires em relação ao arquipélago continuaria caso Trump não governasse os Estados Unidos, o presidente argentino preferiu não entrar em “uma conjectura” que não lhe pareceu “interessante do ponto de vista da tomada de decisões”.
Em contrapartida, ele apontou para uma “reorganização mundial” na qual o governo Trump estaria buscando “alinhar todo o continente americano, digamos, tendo os Estados Unidos como líder da região”, somado ao “problema demográfico, político e econômico que a Inglaterra enfrenta”, sobre o qual ele destacou “a intenção da Escócia, da Irlanda do Norte e do País de Gales de se separarem da Grã-Bretanha”.
Nesse cenário, as palavras do morador da Casa Branca foram, para o chefe do Executivo argentino, “um gatilho externo que possibilitou essa oportunidade” de reivindicar, com essa nova campanha, a soberania sobre as Ilhas Malvinas. “A janela se abriu e nós a aproveitamos”, acrescentou.
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