Sebastián Hipperdinger - Europa Press - Arquivo
MADRID 24 ago. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou que sua intenção é concorrer à reeleição nas eleições presidenciais previstas para outubro de 2027, após declarar que seu governo alcançou “avanços significativos” que devem ser consolidados com mais reformas políticas e econômicas.
Em entrevista à emissora Rádio Mitre, o presidente — duramente criticado por sindicatos e setores da oposição — disse que não dá ouvidos à rejeição que sua gestão tem gerado, especialmente devido à situação econômica em que o país se encontra.
“Vou concorrer à reeleição. Como não iria tentar a reeleição?”, afirmou, antes de especificar que o país se encontra agora em uma situação melhor do que aquela em que se encontrava quando ele assumiu o cargo em 2023.
É por isso que ele sustentou que a maioria das promessas feitas durante a campanha foi cumprida e destacou a obtenção de resultados concretos. Entre as conquistas enumeradas, ele destacou a redução da taxa de pobreza e a estabilidade em indicadores-chave, como o nível de consumo e o PIB, mas minimizou as críticas dirigidas ao seu governo.
A maioria dessas críticas concentra-se em aspectos como o desemprego, a aposentadoria e a precarização da situação pela qual passam os trabalhadores. No momento, as pesquisas apontam que o apoio ao presidente gira em torno de 32%, contra 52% dos argentinos que se consideram “opositores” à sua gestão.
Milei, no entanto, continua defendendo sua gestão: “A foto não é boa, mas o filme é; começamos em uma situação que era um inferno”. “Estou formando o melhor governo da história”, enfatizou.
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