Cristina Sille/dpa - Arquivo
Rejeita diálogo com o governador de Buenos Aires: "Ele é parte do problema".
MADRID, 27 out. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Argentina, Javier Milei, indicou que a reforma de seu gabinete está, no momento, "adiada" e sujeita à "nova composição do Congresso argentino" após as eleições de domingo, nas quais seu partido, La Libertad Avanza, venceu.
Ele explicou que, no momento, vai esperar e procurar os "melhores interlocutores" para levar adiante as reformas necessárias que deseja promover. "A segunda parte do mandato, a rigor, começa em 11 de dezembro, quando a composição do Congresso muda. Portanto, é um processo, no qual estarei conversando com as diferentes pessoas que acredito serem a melhor estrutura para avançar com essa agenda", disse ele.
"Esse é um processo que está amadurecendo em vista da segunda parte do mandato. O segundo mandato, a rigor, começa em 11 de dezembro, quando muda a composição do Congresso", ressaltou.
Nesse sentido, ele destacou o "papel do novo Congresso, que será fundamental para garantir a mudança de rumo". "A partir de 10 de dezembro, teremos 101 deputados em vez de 37; e no Senado, passaremos de seis para 20 senadores. Portanto, não hesito em dizer a vocês que a partir de 10 de dezembro teremos, sem dúvida, o Congresso mais reformista da história da Argentina", continuou.
"Estamos empenhados em fazer da Argentina o país mais livre do mundo e vamos cumprir nosso contrato eleitoral com cada um dos argentinos que se juntaram a nós. E também com aqueles que não se juntaram a nós, porque uma grande Argentina é para todos", destacou, esclarecendo que poderia chegar a acordos com outras forças políticas.
"Além dos desajustados de sempre, que acham que a economia pode ser consertada com uma dança da chuva e só sabem colocar paus na roda, há dezenas de deputados e senadores de outros partidos com os quais podemos chegar a acordos básicos", disse ele.
Milei enfatizou que "em muitas províncias a segunda força não era o kirchnerismo, mas os oficialimos provinciais", atores "racionais e pró-capitalistas". "É por isso que queremos convidar a grande maioria dos governadores que terão representação parlamentar para discutir esses acordos juntos. Em resumo, agora poderemos traduzir os slogans do Pacto de Maio em leis", enfatizou.
Para ele, os argentinos demonstraram que "não querem voltar ao modelo do fracasso, da inflação, da emissão monetária, do Estado inútil, da segurança? Eles já disseram basta ao populismo", acrescentou.
SEM CONVERSAÇÕES COM KICILLOF
No entanto, ele descartou a possibilidade de conversações com o governador da província de Buenos Aires, Axel Kicillof, a quem acusou de "ser parte do problema" e "não parte da solução".
"O governador Kicillof (...) é alguém que adota ideias comunistas e não faz parte da solução", disse ele, antes de acrescentar que "é muito difícil" dialogar. "Se eu quero reduzir os impostos e dar mais liberdade às pessoas, o senhor quer cobrar impostos e restringir a liberdade das pessoas", lamentou.
Nos dias que antecederam as eleições, o gabinete sofreu com a saída do ministro das Relações Exteriores, Gerardo Werthein, e do ministro da Justiça, Mariano Cúneo Libarona. É possível que a pasta da Justiça acabe se juntando à da Segurança, especialmente devido à possibilidade de Patricia Bullrich também deixar seu cargo.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático