Publicado 28/03/2026 23:16

Miguel Uribe Londoño denuncia um plano para assassinar os promotores que investigam o assassinato de seu filho

O candidato à presidência afirma que o governo de Gustavo Petro tem "responsabilidade" pelo assassinato de seu filho

Archivo - Arquivo - 26 de agosto de 2025, Bogotá, Bogotá D.C., Colômbia: Miguel Uribe Londono, pai do senador assassinado Miguel Uribe Turbay, anuncia sua candidatura à presidência no Congresso colombiano, em Bogotá, Colômbia, em 26 de maio de 2025.
Europa Press/Contacto/Sebastian Barros - Arquivo

MADRID, 29 mar. (EUROPA PRESS) -

O candidato à presidência da Colômbia, Miguel Uribe Londoño, denunciou neste sábado a existência de um plano para assassinar os promotores que investigam a morte de seu filho, o senador Miguel Uribe Turbay, após ele ter sido baleado enquanto participava de um evento de pré-campanha.

"Estamos diante de um crime atroz, um magnicídio, um crime contra a humanidade. E também diante de uma ameaça real e iminente contra aqueles que estão investigando e esclarecendo a verdade", afirmou o economista e político por meio de um comunicado nas redes sociais.

Assim, ele apontou para um “plano” para acabar com a vida dos promotores que investigam o assassinato de seu filho — que faleceu dois meses após receber dois tiros em um evento eleitoral em junho de 2025 —, fato que já foi alertado pela própria Promotoria, segundo Uribe Londoño.

Por isso, o candidato do Partido Democrata Cristão exigiu que a Procuradoria reforce “de forma imediata e eficaz” a segurança de todos os investigadores envolvidos no caso e de suas famílias. Essa determinação surge após “informações públicas sobre ofertas milionárias para atentar” contra a vida dos promotores, assegurou ele.

Além disso, ele adiantou que informará a Comissão Interamericana de Direitos Humanos sobre este episódio “profundamente preocupante”, para solicitar a adoção de “medidas cautelares urgentes” em favor dos investigadores, com o objetivo de proteger suas vidas.

APONTA A “RESPONSABILIDADE” DO GOVERNO COLOMBIANO NO ASSASSINATO DE SEU FILHO

Junto com o comunicado, Uribe Londoño compartilhou um vídeo no qual afirma que o governo colombiano, presidido por Gustavo Petro, tem “responsabilidade” pelo assassinato de seu filho.

"O governo de Petro negou proteção ao meu filho, apesar do risco à segurança que Miguel havia lhe comunicado. Miguel sabia que poderia ser morto porque havia sido muito crítico em relação à paz total criminosa de Petro", argumentou.

O assassinato de Uribe Turbay, que morreu após levar um tiro disparado por um adolescente de 15 anos, chocou o país e reavivou na memória coletiva lembranças de épocas sombrias, especialmente nas décadas de 80 e 90, em que a violência e os assassinatos contra líderes políticos eram frequentes.

O Ministério Público da Colômbia emitiu, no início da semana, mandados de prisão contra os principais líderes da dissidência da Segunda Marquetalia por sua suposta responsabilidade no crime.

Além disso, nas últimas semanas foram proferidas sentenças contra vários dos envolvidos no assassinato: Simeón Pérez Marroquín, conhecido como “El Viejo”, Carlos Mora González e Katherine Martínez, que receberam penas que variam entre 21 e 22 anos de prisão.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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