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MADRID, 28 ago. (EUROPA PRESS) -
A empresa norte-americana de tecnologia Microsoft anunciou a demissão de dois funcionários que invadiram o escritório do presidente da empresa, Brad Smith, na quarta-feira, durante um protesto contra seus laços com o exército israelense, que continua uma ofensiva que já deixou quase 62.900 pessoas mortas na Faixa de Gaza.
"A Microsoft demite Riki Fameli e Anna Hattle por participarem de uma manifestação no escritório de Brad Smith", disse nas mídias sociais a organização No Azure for Apartheid, que representa os funcionários e exige que a empresa rescinda todos os contratos com o governo israelense após o surgimento de uma controvérsia sobre o suposto uso de um programa para armazenar milhões de chamadas telefônicas palestinas interceptadas nos servidores da Microsoft na Europa.
A medida ocorre apenas um dia depois que sete trabalhadores foram presos na sede da empresa em Redmond, no estado de Washington. Durante o protesto, eles exigiram novamente que Smith pusesse um fim ao uso do software.
Um porta-voz da empresa disse à emissora de televisão norte-americana CNBC que os dois funcionários "cometeram uma grave violação do código de conduta da Microsoft". "Esses incidentes não são consistentes com o que se espera de nossos funcionários e continuaremos a investigar o assunto", disse ele.
Smith confirmou que alguns dos manifestantes - incluindo ex-funcionários - bloquearam o acesso ao escritório e colocaram dispositivos de áudio nas proximidades.
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