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MADRID 12 jul. (EUROPA PRESS) -
A ex-primeira-dama brasileira Michelle Bolsonaro anunciou a criação de um movimento político chamado Imparables MB, uma iniciativa que veio à tona após o desentendimento público entre a esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro e o filho do ex-presidente, Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência pelo Partido Liberal, de extrema direita, para as eleições de outubro.
Michelle Bolsonaro alega o “desmantelamento do escritório da presidência nacional do PL Mulher, o Partido Liberal-Mulheres, ala feminina da formação que até então ela liderava.
“A partir da próxima semana, este perfil passará a ser administrado por outra equipe, com metodologia e agenda próprias, seguindo as diretrizes e orientações da direção nacional do Partido Liberal”, publicou Michelle Bolsonaro no Instagram.
A iniciativa de Michelle Bolsonaro se insere no contexto das pressões da ala mais radical do bolsonarismo e de sua oposição à candidatura da ex-primeira-dama ao Senado pelo Distrito Federal. A decisão depende do congresso do PL, que se reunirá em 25 de julho.
Além disso, Michelle acusou Flávio, em um vídeo, de “humilhá-la” e “maltratá-la”. “Ele foi muito grosseiro, desrespeitoso e me tratou mal ao telefone. E eu não tinha feito nada contra ele”, argumentou ela. Flávio Bolsonaro pediu desculpas publicamente à sua madrasta e garantiu que não tinha a intenção de ofendê-la.
Enquanto isso, a imprensa brasileira destacou a importância estratégica de Michelle Bolsonaro para conquistar o voto feminino e dos setores evangélicos. Outros colunistas suspeitam, inclusive, que se trate de uma manobra para se apresentar como uma família comum, com disputas internas, a fim de ganhar destaque e mobilizar o bolsonarismo.
As eleições presidenciais serão no próximo dia 4 de outubro e o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (Partido dos Trabalhadores, esquerda), parte com uma certa vantagem (41%) em relação a Flávio Bolsonaro (31%), segundo a última pesquisa da empresa de pesquisa DataFolha.
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