Europa Press/Contacto/Silvia Machado - Arquivo
MADRID 2 jul. (EUROPA PRESS) -
A ex-primeira-dama do Brasil, Michelle Bolsonaro, descartou participar da campanha de Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, após o desentendimento político e pessoal que os envolveu nas últimas semanas, segundo informou o líder do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto.
“Acho que ela não quer participar”, disse Neto, que revelou que Michelle está considerando deixar a direção da ala feminina do partido e até mesmo desistir de sua candidatura ao Senado nas próximas eleições gerais de outubro.
“Ela me disse que quer deixar a direção do partido (...) Ela fez um trabalho no PL Mulher que não sei se outra mulher seria capaz de fazer”, elogiou o líder do partido em entrevista à Rádio Gaúcha, divulgada pelo G1.
Apesar de tudo isso, Neto garantiu que o conflito entre ela e o filho do ex-presidente brasileiro está resolvido. “Flávio está liderando a campanha, Michelle decidiu deixar a direção do PL Mulher e nós estamos seguindo com nossas vidas”, concluiu ele após se reunir nesta quarta-feira com o pré-candidato.
Na semana passada, Michelle publicou dois vídeos nas redes sociais denunciando ter sido “humilhada” e “maltratada” por Flávio, que a havia instado a permanecer em segundo plano nas decisões do partido em vista das próximas eleições, alegando que “ela não entendia nada de política”.
“Entendi que ele não queria meu apoio, ou que o considerava insignificante (...) Agora minha prioridade não são candidaturas, minha prioridade é cuidar da minha família, do meu marido, que precisa de mim”, disse Michelle, em um momento em que Bolsonaro cumpre sua pena por golpe de Estado em prisão domiciliar por motivos de saúde.
A origem da disputa está nas negociações do PL com o ex-governador Ciro Gomes para chegar a um acordo no estado do Ceará, de vista às eleições previstas para outubro deste ano. Uma aliança que Michelle questionou publicamente devido aos ataques que ele havia dirigido ao seu marido, Jair Bolsonaro, a quem chegou a chamar de “ladrão de galinhas” e “genocida” por sua gestão da pandemia.
Os vídeos da semana passada são o ápice de atritos que vêm ocorrendo diante dos olhos da opinião pública nos últimos anos. A relação entre Michelle e os filhos mais velhos de Bolsonaro sempre foi marcada por profundos altos e baixos, e eles só conseguiram se entender por pura estratégia política.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático