Europa Press/Contacto/Luis Barron
MADRID 5 set. (EUROPA PRESS) -
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, anunciou na sexta-feira que seu governo pedirá ajuda às Nações Unidas na investigação do desaparecimento dos 43 estudantes da Escola Normal de Ayotzinapa, que sumiram em 2014.
Sheinbaum pediu expressamente à Secretária do Interior, Rosa Icela Rodríguez, que conversasse com a ONU para "ver se era viável buscar especialistas" para que "mães e pais possam ter certeza de que as coisas estão sendo bem feitas desde então", como explicou durante uma coletiva de imprensa.
Quase onze anos após os fatos, a chefe de Estado explicou que o promotor especial, Mauricio Pazarán, vem trabalhando em novas linhas e métodos de investigação que não haviam sido usados antes, com base em "mais evidências", que já foram apresentadas aos familiares do caso.
"O que o promotor está buscando é levar esses casos ao tribunal, apresentá-los a um juiz com provas suficientes para que um juiz não possa decidir não solicitar um mandado de prisão ou não reconhecer o vínculo", disse ele.
A presidente ressaltou que os parentes dos 43 estudantes concordam com os novos métodos, mas pediram que o trabalho continuasse nos mesmos moldes de antes. Ela também acrescentou que os parentes questionaram o lento progresso do caso após um ano no governo.
Nesse sentido, explicou que uma das razões para o progresso lento é o tempo que se passou desde que os fatos ocorreram. "Essa nova forma de investigação, muito mais baseada em evidências, vai nos levar a um maior conhecimento da verdade e de onde estão os jovens", disse.
Os estudantes da escola de formação de professores da zona rural de Ayotzinapa desapareceram em 26 de setembro de 2014, nos arredores da cidade de Iguala, depois de serem perseguidos a tiros e detidos pela polícia, que os entregou ao grupo criminoso Guerrero Unidos por motivos que ainda não estão claros.
Durante anos, o governo do presidente Enrique Peña Nieto sustentou que os estudantes foram mortos por essa gangue criminosa quando foram confundidos com uma gangue rival, mas os estudantes afirmam que esse é um crime de Estado.
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