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MADRID, 28 mar. (EUROPA PRESS) -
O governo do México solicitou às autoridades americanas que iniciem uma investigação imediata para esclarecer as circunstâncias da morte, na noite do último dia 25 de março, de um cidadão mexicano sob custódia do Serviço de Controle de Imigração e Alfândega (ICE) em um centro na Califórnia.
“De acordo com as informações preliminares do centro, o compatriota foi transferido para um hospital em Victorville, Califórnia, onde faleceu; até o momento, a causa da morte não foi determinada oficialmente”, declarou o Ministério das Relações Exteriores do México em um comunicado.
O Consulado do México abriu um canal de comunicação com as autoridades competentes “para conhecer a causa da morte, o prontuário médico completo e as circunstâncias anteriores, com o objetivo de esclarecer plenamente os fatos” de um incidente que se soma a dezenas de casos semelhantes ligados à agência de imigração.
A ONG californiana KFF detalha que pelo menos 46 pessoas morreram sob custódia em centros de detenção do ICE desde o início do segundo mandato de Trump, em janeiro de 2025, até meados de março. O número de mortes de detidos durante 2025 superou o máximo registrado em mais de duas décadas, e prevê-se que as mortes em 2026 atinjam ou superem esse número.
Diante da situação, o México “reitera seu apelo às autoridades responsáveis para que esses casos lamentáveis não continuem e exige uma revisão imediata do centro de Adelanto (Califórnia), devido às graves omissões e evidentes deficiências na prestação de assistência médica às pessoas sob sua custódia”.
“O Governo do México esgotará todas as vias legais e diplomáticas para dar visibilidade à problemática atual e à atenção a este caso, reiterando seu compromisso de zelar pela proteção e dignidade dos cidadãos mexicanos no exterior”, conclui o comunicado.
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