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MADRID 6 abr. (EUROPA PRESS) -
No final do sábado, o governo mexicano denunciou as críticas recebidas do Comitê das Nações Unidas sobre Desaparecimentos Forçados (CED) e garantiu que de forma alguma tolera ou permite esse crime.
A comissão, vale lembrar, emitiu medidas cautelares para que o México proteja as valas comuns de Rancho Izaguirre, em Jalisco, uma fazenda usada pelo Cartel de Jalisco Nova Geração como centro de detenção ilegal e extermínio; e advertiu que há indícios de que o desaparecimento forçado é praticado de forma generalizada ou sistemática no território mexicano.
Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores do México publicou uma nota de protesto na qual garante que "rejeita as declarações dos membros do Comitê sobre a suposta prática de desaparecimento forçado pelo Estado" e lembra que "mantém uma cooperação sustentada" com o Comitê "em sua capacidade de Estado parte da Convenção Internacional para a Proteção de Todas as Pessoas contra o Desaparecimento Forçado".
"O governo mexicano não consente, permite ou ordena o desaparecimento de pessoas como parte de uma política de Estado", acrescenta o ministério, antes de lembrar seu compromisso com "o respeito irrestrito aos direitos humanos e com o enfrentamento das causas da violência".
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