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MADRID 20 abr. (EUROPA PRESS) -
O Ministério das Relações Exteriores do México rejeitou as recentes acusações feitas pelo governo do Equador de que "assassinos contratados foram enviados do México" para atacar o presidente equatoriano, Daniel Noboa.
Especificamente, eles se referem a um documento militar equatoriano oficial datado de 17 de abril, que afirma que, após as eleições presidenciais equatorianas, "começou a transferência de assassinos do México e de outros países para o Equador, com o objetivo de realizar ataques terroristas contra o presidente da República, seu gabinete ministerial e sua equipe de trabalho".
"As Relações Exteriores rejeitam categoricamente a criação repetida e inescrupulosa de narrativas em comunicados oficiais e/ou vazamentos de documentos oficiais, que aludem ao México como fonte de supostos atos criminosos ou situações internas naquele país", publicou o Ministério.
Além disso, o México lembra que as relações diplomáticas com o Equador foram rompidas desde "o violento ataque à Embaixada do México em Quito em 5 de abril de 2024" para prender o ex-vice-presidente equatoriano Jorge Glas, que havia recebido asilo político.
O México enfatiza que esse ataque foi "uma violação grave e flagrante do direito internacional". "Além disso, nosso país é e sempre será guiado pelo princípio da não-intervenção", conclui o texto.
No sábado, o governo equatoriano declarou estado de "alerta máximo" depois de denunciar a "gestação de um assassinato" contra Noboa e outras autoridades por "estruturas criminosas" que ele vincula a setores "derrotados nas urnas", em uma referência velada à candidata presidencial Luisa González, que denunciou fraude eleitoral nas eleições da semana passada.
O ministro do governo, José de la Gasca, confirmou o envio de pistoleiros "do México" que planejam ataques terroristas a pontes, bancos e instituições estatais e se preparam para "esquentar as ruas com manifestações que se tornarão violentas".
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