Publicado 09/07/2026 12:57

O México processará judicialmente aqueles que forem acusados nos EUA pelas mortes de seus cidadãos em operações do ICE

8 de julho de 2026, Houston, Texas, EUA: Durante um protesto contra o ICE após a morte de Lorenzo Salgado Araujos, um manifestante se reúne no Magnolia Park, na quarta-feira, 8 de julho, em Houston, Texas.
Europa Press/Contacto/Matthew Guzman

MADRID 9 jul. (EUROPA PRESS) -

O governo mexicano informou nesta quinta-feira que tomará medidas legais contra os responsáveis, perante o Ministério Público dos Estados Unidos, pelas mortes de seus cidadãos durante as operações do Serviço de Controle de Imigração e Alfândega (ICE), que já somam 17 neste ano.

O ministro das Relações Exteriores do México, Roberto Velasco, explicou na coletiva de imprensa matinal da presidente Claudia Sheinbaum que solicitarão apoio ao Ministério Público Federal “para apresentar formalmente denúncias contra os responsáveis” por essas mortes sob custódia e em operações do ICE.

Além disso, Velasco acrescentou que o México também iniciará “ações civis contra as empresas que administram os centros de detenção”, cujas condições contrárias aos Direitos Humanos “levaram à morte” de 14 mexicanos.

O anúncio do governo ocorre depois que, nesta terça-feira, as autoridades americanas confirmaram a morte do cidadão mexicano Lorenzo Delgado, atingido por um tiro disparado por um agente do ICE na cidade de Houston, que, segundo o relatório policial, resistiu à prisão e dirigiu seu veículo contra os agentes.

Com Salgado, já somam 17 os mexicanos que morreram em casos envolvendo o ICE, dos quais 14 estavam sob custódia. A presidente Sheinbaum destacou que é necessário ir além da via diplomática e dar início a ações legais, embora continuem recorrendo às Nações Unidas e à Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

Para Velasco, a morte de Salgado é “uma situação muito dolorosa” e ele exigiu que as autoridades do país vizinho investiguem “com absoluta seriedade” o que ocorreu. No que vai do ano, são 56 as pessoas de diferentes nacionalidades que faleceram durante essas operações ou sob custódia desse grupo policial.

O México vai instar o Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, a também voltar sua atenção para esses centros de detenção administrados por empresas, “que precisam parar de realizar essas ações e mudar as condições”, afirmou Velasco, conforme reportado pelo jornal ‘La Jornada’.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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