Publicado 08/05/2026 18:14

O México nega as acusações de Díaz Ayuso e afirma que sua visita transcorreu em “total liberdade”

4 de maio de 2026, Cidade do México, México: A presidente mexicana CLAUDIA SHEINBAUM PARDO participou da apresentação do Plano México: Ações para Facilitar e Proporcionar Segurança ao Investimento, no Museu Nacional de Antropologia, na Cidade do México.
Europa Press/Contacto/Cristian Leyva

MADRID 8 maio (EUROPA PRESS) -

O governo do México defendeu nesta sexta-feira que a visita da presidente da Comunidade de Madri, Isabel Díaz Ayuso, ao país latino-americano ocorreu “com total liberdade” e negou ter tentado “impedir” seus compromissos, depois que a governadora madrilenha decidiu suspender o restante de sua viagem e retornar à Espanha alegando um “clima de boicote” que atribuiu à presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, e ao seu Executivo.

"Com relação à visita da presidente da Comunidade de Madri, Isabel Díaz Ayuso, ao México, a Secretaria do Interior esclarece que a viagem pelo nosso país transcorreu em um ambiente de total liberdade, que é o que caracteriza nosso governo. Em nenhum momento se tentou impedir qualquer uma de suas apresentações públicas ou privadas”, afirmou em um breve comunicado no qual ressaltou que “o México vive em total liberdade, o que permite o debate aberto de ideias por parte de uma cidadania cada vez mais participativa”.

Essas declarações surgem depois que Díaz Ayuso anunciou sua decisão de “suspender a terceira parte da viagem que estava prevista em Monterrey e retornar a Madri” diante do que denunciou como um “clima de boicote” atribuído a Sheinbaum e ao “governo de extrema esquerda mexicano”.

Fontes regionais acusaram a líder mexicana de “boicotar” a cerimônia do Prêmio Platino de cinema ibero-americano caso Díaz Ayuso comparecesse, o que ela finalmente decidiu não fazer “para não prejudicar os empresários mexicanos”.

As mesmas fontes afirmaram que “o governo mexicano ameaçou os organizadores do Prêmio Platino com o fechamento do complexo onde o evento é realizado” caso Ayuso comparecesse, tanto ao evento quanto ao local. Nesta edição, a cerimônia será realizada em Cancún, já que a sede alterna anualmente com a de Madri em um evento copatrocinado pela Comunidade e pela Prefeitura da capital espanhola.

Díaz Ayuso mantém reuniões com os organizadores, mas decidiu não comparecer à cerimônia para “não prejudicar os empresários mexicanos, nem os participantes da celebração de um evento internacional dessa magnitude”, informaram as mesmas fontes.

“É insólito que Sheinbaum ameace uma representante política de outro país por não concordar com suas ideias e não agir com o respeito com que ela é recebida na Espanha. A deriva totalitária e violenta do México leva o país a graves episódios antidemocráticos como o que se vive hoje”, lamentaram fontes regionais, que condenaram “um gesto sem precedentes contra uma representante do Estado espanhol, da cultura e da liberdade de empresa e de expressão”.

Claudia Sheinbaum, por sua vez, criticou ontem a “ignorância” e a falta de conhecimento de Isabel Díaz Ayuso sobre a figura de Hernán Cortés.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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