SECRETARÍA DE SEGURIDAD DE SINALOA (MÉXICO)
MADRID 19 maio (EUROPA PRESS) -
O Ministério Público do México informou que ampliou as investigações sobre a operação contra o tráfico de drogas na qual morreram dois supostos agentes da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) em abril passado, para incluir agora vários militares.
Os promotores estão analisando a possibilidade de terem ocorrido irregularidades no âmbito de uma operação em torno de um laboratório clandestino de drogas encontrado na Sierra del Pinal, em Chihuahua, onde faleceram os dois agentes norte-americanos e dois membros da Agência Estadual de Investigação.
As investigações buscam também responsabilizar a cadeia de comando, bem como discernir se houve um “exercício ilícito de atribuições” em um caso que poderia ter colocado em risco “a segurança nacional”, segundo informações do jornal ‘El Sol de México’.
“Informamos que, além do pessoal da Procuradoria Geral do Estado, foram entrevistados membros da Defesa que, aparentemente, teriam participado de funções de segurança perimetral após a descoberta”, explicou o porta-voz da Procuradoria, Ulises Lara.
A investigação, conduzida pela Promotoria Especializada de Controle Regional (FECOR), busca determinar quem eram os proprietários, possuidores ou usufrutuários do imóvel utilizado como laboratório clandestino, além de rastrear possíveis empresas fornecedoras de produtos químicos.
Paralelamente, a Procuradoria Especial de Investigação e Contencioso de Casos Complexos abriu uma linha específica sobre possíveis crimes relacionados ao exercício ilícito de atribuições e à segurança nacional devido à participação de estrangeiros na operação, como seria o caso desses dois supostos agentes da CIA.
Os promotores buscam, por sua vez, esclarecer se houve uma investigação prévia correspondente e devidamente fundamentada antes do início da operação e se a intervenção que resultou na descoberta do laboratório em questão foi realizada de acordo com a legislação vigente.
O caso ganhou notoriedade depois que as autoridades de Chihuahua reconheceram que havia dois norte-americanos ligados à CIA entre os mortos. A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, solicitou explicações às autoridades americanas, em particular à sua representação diplomática, pela presença dos agentes da CIA em uma operação da qual não tinha conhecimento e deu a entender que poderia ter havido violação da segurança nacional e da soberania do México.
As autoridades de Chihuahua informaram, no final de abril, sobre a morte de dois funcionários mexicanos e de dois agentes norte-americanos em um acidente de trânsito quando voltavam de uma operação no município de Morelos.
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