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MADRID 27 mar. (EUROPA PRESS) -
As autoridades do México estimaram nesta sexta-feira em 130.178 o número de pessoas que permanecem desaparecidas no país latino-americano desde 2006, no contexto da guerra contra o crime organizado, especialmente contra os cartéis de drogas.
O subsecretário de Direitos Humanos, População e Migração, Arturo Medina, explicou que os números totais de desaparecidos se dividem em duas categorias: a chamada guerra suja ou “desaparecimento forçado cometido pelo Estado e ordenado pelas mais altas esferas do poder político”, bem como o período desde dezembro de 2006 no âmbito da guerra contra o narcotráfico.
Especificamente, a secretária executiva do Sistema Nacional de Segurança Pública, Marcela Figueroa, detalhou que 2.356 pessoas ainda constam como desaparecidas no período de 1952 a 2005, enquanto “há 130.178 registros de pessoas que continuam com o status de desaparecidas” desde 2006 até o momento.
Figueroa explicou que, desses 130.178 casos, 36% não possuem dados para a busca, enquanto 31% tiveram atividade após a data do desaparecimento. Além disso, 43.128 pessoas não deram sinais de vida — o que representa 33% do total —, embora, dessas, apenas 3.869 tenham um processo de investigação e 26.611 sejam apenas notificações de desaparecimento.
“Foram registrados um total de 394.645 casos (nas duas categorias). Embora tenha sido criado em 2018, o registro inclui casos desde 1952 até o momento. Desse total, 66% — 262.111 pessoas — já foram localizadas e, dessas, 92% — 240.211 — foram encontradas com vida. Do total de pessoas localizadas, 96% não foram vítimas de nenhum crime”, afirmou em uma coletiva de imprensa.
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