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MADRID 9 ago. (EUROPA PRESS) -
O Ministério das Relações Exteriores do México esclareceu neste sábado que o país latino-americano "não aceitará a participação de forças militares dos Estados Unidos em seu território" após a ordem executiva assinada pelo presidente norte-americano Donald Trump, que autoriza o uso da força militar contra os cartéis de drogas.
"O México e os Estados Unidos concordam que a colaboração entre nossos países ocorre com respeito irrestrito à nossa soberania", disse em um comunicado, acrescentando que a cooperação bilateral é baseada "nos princípios de confiança mútua, responsabilidade compartilhada, igualdade soberana, respeito à integridade territorial e cooperação sem subordinação".
Ele também indicou que o país latino-americano já tem uma estratégia de segurança nacional "para construir a paz com justiça, abordando as causas estruturais que levam à violência e avançando em direção à impunidade zero".
A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, descartou em uma coletiva de imprensa que Washington tenha a intenção de perpetrar uma "invasão" ao país e esclareceu que a ordem só se aplica "dentro dos Estados Unidos".
Desde o retorno de Trump à Casa Branca, em janeiro, o governo dos EUA endureceu suas medidas contra os cartéis com sanções diretas e ameaças contra países como o México, que foi acusado de não fazer o suficiente para conter o tráfico de migrantes e substâncias ilegais como o fentanil.
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