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MADRID 13 mar. (EUROPA PRESS) -
O governo mexicano considera que tem "uma certa excepcionalidade" em relação a outros países na batalha tarifária desencadeada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, devido ao fato de ambas as economias serem "muito integradas", embora tenha dito que está se preparando para usar "todos os instrumentos" que possui.
O Ministro da Economia, Marcelo Ebrard, explicou que o objetivo antes do dia 2 de abril, data em que Trump planeja aplicar novas tarifas a todos os países do mundo, é colocar o México "em uma condição melhor do que qualquer outra" e, para isso, aproveitará essa "certa excepcionalidade" que afirma ter.
"Nosso país tem se saído melhor do que outros países", disse Ebrard, aprofundando essa "integração" entre as duas economias, à qual a presidente mexicana Claudia Sheinbaum também se referiu na coletiva de imprensa conjunta que ambos compartilharam na quinta-feira no Palácio Nacional.
"O investimento no México por uma empresa norte-americana gerará três vezes mais empregos nos Estados Unidos devido à integração produtiva que existe", explicou ela. "Não é que um carro inteiro seja fabricado aqui, mas uma parte dele e outra parte é fabricada lá, e isso gera muita produtividade", acrescentou.
"As empresas norte-americanas vão reduzir sua produtividade se deixarem de produzir no México", garantiu o líder mexicano, que defendeu uma boa relação entre o trio formado também pelos Estados Unidos e pelo Canadá para "competir como região norte-americana contra o resto do mundo".
Ebrard disse que eles vão consultar as empresas e as pessoas afetadas em todo o país pela possível aplicação dessas medidas pela administração Trump para poder agir de acordo com a defesa dos interesses do México.
"Há muitas medidas que podem ser tomadas, mas não vamos tomá-las sem aviso prévio (...) Vamos realizar as consultas necessárias e vamos nos preparar para usar todos os instrumentos que temos, dependendo do que for melhor para o México", explicou o Ministro da Economia.
Ele também enfatizou que continuará a agir como tem feito até agora, com "sangue frio", disse ele, mas com "firmeza", a fim de "alcançar a melhor posição possível para o México em relação a qualquer outro país (...) é a melhor estratégia e está produzindo resultados", disse o ministro.
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